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Intercâmbio entre a faculdade de Medicina do Distrito Federal e a Unifap

Última modificação 17/12/2007 04:22

Visita à faculdade de Medicina do Distrito Federal

O deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) propôs visita e foi à faculdade de Medicina do Governo do Distrito Federal. A faculdade de Medicina do DF trabalha com uma metodologia pedagógica diferenciada: o PBL – método de ensino baseado em problemas. A intenção foi avaliar a aplicabilidade do novo método ao tão sonhado curso de Medicina da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

A visita foi monitorada pelo coordenador do curso de Medicina, professor Antônio Carlos de Souza. Estiveram presentes: professor José Tavares, reitor da Unifap, a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB - AP), o deputado federal Evandro Milhomen (PcdoB - AP), além do deputado estadual Dalton Martins (PMDB -AP).

A comitiva tratou também da possibilidade de intercâmbio entre o Amapá e o Governo do Distrito Federal. "Foi uma grande oportunidade conhecermos a nova metodologia PBL, o ensino baseado em problemas, porque confirmamos que este método pode sim ser usado no Amapá. Estou satisfeito pois, isto significa um passo a mais na consolidação do curso de Medicina no Estado.", comemorou Bala.

MÉTODO DE ENSINO BASEADO EM PROBLEMAS

O PBL promove a interdisciplinaridade, concepção de ensino prevista na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e nas novas diretrizes e parâmetros curriculares da educação básica, e acaba com a dicotomia entre teoria e prática. Pelo novo método, o ensino é centrado no aluno, que deixa de ser um receptor passivo das informações transmitidas pelo professor. O PBL aboliu a aula, as disciplinas curriculares, o controle de presença e as tradicionais provas.

O novo currículo é organizado por estudos de caso. A aquisição de conhecimentos se dá por meio do estudo individual dos alunos orientado por discussões de problemas realizadas num grupo tutorial.

O ensino baseado em problemas é uma tendência internacional que vem substituindo o modelo clássico de ensinar medicina. É um método desenvolvido por canadenses e holandeses, implantado, por enquanto, em apenas 10% das 1.250 escolas médicas existentes em todo o mundo.

Cresce a adesão dos cursos de medicina ao método de ensino baseado em problemas, o PBL (Problem Based Learning). O método é utilizado em Brasília (DF), Londrina (PR), Marília (SP), MacMaster (Canadá), Harvard (EUA), Illinois (EUA), Ohio (EUA), Maastrich (Holanda), dentre mais de 300 cidades do mundo. Avaliado e consagrado nesses locais, o método está em expansão em todo o mundo.

Inovadora, a experiência acadêmica teve início no Brasil na Faculdade de Medicina de Marília (SP) e na UEL (Universidade Estadual de Londrina), no Paraná. A Universidade Federal da Bahia e a PUC-PR também já aderiram ao novo método.

Os alunos são reunidos em grupos de oito a 10 integrantes - e não mais em turmas de até 100 alunos por sala - para estudo integrado de um determinado problema, como a gripe por exemplo. Eles aprendem tudo o que se refere à doença, os chamados sete passos.

Outro dia da semana, eles participam de conferências e palestras. E no resto da semana têm tempo livre para ler livros, pesquisar na Internet, interagir com a comunidade e acompanhar, desde o primeiro semestre, o atendimento à saúde feito nos postos e hospitais públicos da cidade. Eles também podem fazer estágios em laboratórios e outros serviços para o desenvolvimento de habilidades.

O PBL aumenta o senso de responsabilidade do estudante. Ele precisa ter vontade de estudar para aprender por conta própria. O novo método estimula a leitura, o emprego do raciocínio lógico e a discussão. Incita o estudante a investigar e a resolver problemas. Desenvolve a habilidade de se trabalhar em grupo. Permite o cruzamento de informações de diferentes disciplinas e especialidades. Sem falar que promove o conhecimento médico de forma mais contextualizada e não apenas o entendimento do fato isolado.

Fonte: www.saude.df.gov.br 

 

Brasília, 04 de setembro de 2007.