O Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós foi instituído no dia 25 de junho de 2003, pela Resolução nº 3, de 2003, da Câmara dos Deputados, oriunda do Projeto de Resolução da Câmara dos Deputados nº 22/2003, de iniciativa da Deputada Laura Carneiro.
O proposição da Deputada Laura Carneiro teve o intuito de acompanhar a iniciativa do Senado Federal de instituir o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz.
O Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós homenageia mulheres que com seu trabalho exemplar permitem a vivência da cidadania, defendendo os direitos da mulher como pessoa, lutam pelo cumprimento dos princípios constitucionais e estão vigilantes quanto ao bem-estar das brasileiras.
Carlota Pereira de Queirós, médica paulistana, foi a primeira mulher eleita deputada federal no Brasil. A política entrou em sua vida durante a Revolução Constitucionalista de 1932, quando o Estado de São Paulo rebelou-se contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Junto com a Cruz Vermelha paulista, ela organizou um grupo de 700 mulheres para dar assistência aos feridos. Além de prestígio, esse trabalho garantiu a ela uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte, sendo empossada em novembro de 1933. A parlamentar elaborou o primeiro projeto sobre a criação de serviços sociais no país. Após a promulgação da nova Carta, em 1934, elegeu-se novamente, mandato que exerceu até a decretação do Estado Novo e o fechamento do Congresso Nacional por Getúlio Vargas, em novembro de 1937. Fundadora da Associação Brasileira de Mulheres Médicas, e membro da Academia Paulista de Medicina e da Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires, Carlota também trabalhou em hospitais alemães, franceses e suíços.
