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Parlasul - Governo paraguaio pede aprovação rápida de mudanças no Tratado de Itaipu

Última modificação 11/03/2010 10:57
Delegação do governo paraguaio, chefiada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, embaixador Jorge Lara Castro, pediu ontem aos integrantes da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) rapidez na tramitação da Mensagem 951/09, que altera o Tratado de Itaipu e eleva o valor pago ao Paraguai pela energia cedida ao Brasil. Segundo Lara Castro, além de ser um tema importante na agenda interna do Paraguai, as novas condições acertadas em relação ao tratado de Itaipu fortalecem o princípio da integração regional e concorrem para a superação das assimetrias dentro do Mercosul.
“O acordo, assinado em 25 de julho de 2009, marca o início de uma nova relação bilateral, que supera a visão economicista e inaugura um enfoque político muito positivo”, declarou o vice-ministro paraguaio. Do ponto de vista internacional, além de fortalecer o Mercosul, “isso projeta uma imagem de entendimento e cooperação junto a outros blocos”, completou. As alterações no tratado foram aprovadas por unanimidade pelo Congresso do Paraguai, e já foram ratificadas pelo executivo daquele país.
Pluralidade - O presidente da Representação Brasileira do Parlasul, deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), garantiu o empenho em colaborar para que a tramitação do acordo seja agilizada, mas advertiu que existem várias vertentes políticas representadas na Casa e previu que o debate, que certamente ocorrerá, será pautado pela racionalidade e pela busca do melhor entendimento. Anunciou ainda que o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) será o relator da matéria na Representação e que deverá apresentar parecer favorável à matéria.
Na avaliação do deputado George Hilton (PRB-MG), haverá debate amplo e acirrado, pois se trata de tema de interesse nacional. “Mas não é do nosso interesse que perdure um impasse e, nesta comissão, não haverá dificuldade de aprovação”, garantiu.
Dedicação integral - O deputado Germano Bonow (DEM-RS) lembrou que, enquanto o Paraguai já conta com parlamentares eleitos diretamente para o Parlasul, ao qual podem se dedicar integralmente, os representantes brasileiros precisam se dividir entre o parlamento regional e a representação de seus estados no parlamento nacional brasileiro, para o qual foram eleitos. Porém, assegurou que a ideia de todos é levar ao voto a alteração do tratado, concordando ou não com o parecer a ser apresentado pelo relator. “O governo tem ampla maioria nessa Casa, e não vamos retardar a apreciação desse tratado”, garantiu.