Todos nós já passamos pela experiência de não conseguirmos abrir um documento recebido ou quando é recebido e aberto vem com erros de formatação. A explicação é simples: quem mandou e quem recebeu o documento não tem o mesmo software de escritório ou tem versões diferentes do mesmo produto. Esta incompatibilidade é vista como um fto da vida...mas será mesmo? Quando enviamos emails pouco importa os equipamentos e softwares envolvidos. Quando compramos um CD não nos preocupamos com a marca do nosso tocador de CDs, por que ele vai funcionar perfeitamente. Porque isto não pode ocorrer com documentos digitais? A explicação é simples: o software de escritório que usamos adota um padrão proprietário e fechado, projetado para ser usado apenas por aquele software. Esta situação cria um aprisionamento forçado, pois todos nós temos que usar o mesmo software (e de preferência nas últimas versões) para podermos trocar documentos com outras pessoas. O padrão aberto ODF se proõe a quebrar esta barreira. É um padrão que não tem um proprietário, pois é desenvolvido e mantido por uma entidade aberta, chamada OASIS - www.oasis.org - e desde maio também padrão internacional, aceito pelo ISO. Adotando ODF os governos eliminam a questão crítica de obrigar que os cidadãos utilizem um software específico para acessar documentos públicos. O ODF é implementado hoje por diversos softwares, inclusive softwares livres como OpenOffice. Vale a pena investigar o assunto acessando alguns sites na Internet que contém muitas informações, como www.odfalliance.org e www.opendocumentfellowship.org .
