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Notícias

13/11/2008

Programação do Núcleo de Literatura

Sexta-feira (14/11)

10 horas – CONTOS- Exercícios e jogos para favorecer a criatividade e gerar histórias
11 horas – CRÔNICAS – Trabalhando com recortes e de jornal e grandes histórias
12 horas – LANCHE COMENTÁRIO
12H10 – CICLO DE LEITURA – A poesia de Paulo Leminski

Segunda-feira (17/11)

14h30 – ORATÓRIA -  A confirmação do discurso, a refutação e a conclusão
15h30 - REDAÇÃO – Dicas de uma boa redação
16h30 – REDAÇÃO-CONTEÚDO – Trabalhando com improvisação- exercícios de ciratividade
17h30 – LÍNGUA-PORTUGUESA – Exercícios e correção 

Terça-feira (18/11)

10h10 – FILOSOFIA: Igreja católica – 3° e última parte
11h10 - GRANDE SERTÃO VEREDAS: Literatura e comentários
12h10 – I CHING: Hexagramas 27, 28, 29 e 30

Quarta-feira (19/11)

12h10 – ORATÓRIA: Apresentação dos alunos – Prova Final

11/11/2008

Bracher & Bracher

UM CASAL MOSTRA SUA OBRA PLENA DE DRAMATICIDADE E SEDUÇÃO
Carlos e Fani Bracher, marido e mulher, ambos pintores reconhecidos e reverenciados pelo público e pela crítica, vão mostrar seus trabalhos numa exposição conjunta organizada pelo Espaço Cultural Zumbi dos Palmares em dois espaços distintos da Câmara dos Deputados. No período de 18 a 28 de novembro, na Galeria do 10º andar do Anexo IV da Câmara dos Deputados e de 02 a 31 de dezembro na Sala de Exposições do Espaço Cultural, entrada pela Chapelaria da Câmara dos Deputados.

A exposição será aberta oficialmente no dia 18 às 19 horas. Casados desde 1968, Carlos e Fani conheceram, conviveram e trocaram experiências com grandes artistas internacionais na Espanha, França, Holanda, Inglaterra e em Portugal, mas nunca se desgarraram de suas raízes mineiras. Ambos de Juiz de Fora, ao voltarem ao Brasil, em 1970, instalaram -se na estimulante Ouro Preto, de onde se envolvem com o que há de mais vanguardista nas artes brasileiras. São contemporâneos e parceiros de grandes nomes como Tomie Ohtake, Siron Franco e Cláudio Tozzi.
Carlos define hoje seu estado de espírito como "uma sensação mais 'fauve' de pintar nestes quadros atuais, onde as cores puras e amplas estabelecem um contraponto em relação à minha linha expressionista natural, em que o gesto tenso e doído provoca o clima de exultante dramaticidade". É este gesto tenso e doído que dá ritmo e intensidade à sua obra. Para o crítico Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, "assistir à realização de um quadro de Bracher é acompanhar uma epifania. Nos retratos, que lhe demandam tempo relativamente breve, tal a intensidade do desempenho, o artista injeta emoção em cada gesto. Lance a lance de pincel, em nervosa vibração, parece um regente ou um bailarino, aquele que conduz o espetáculo plástico e se compraz na sedução da visualidade".
Fani, que vai exibir na Câmara dos Deputados uma coletânea de obras produzidas a partir de 2001, viu seu trabalho sintetizado pelo crítico Frederico Moraes: "Emoldurar, delimitar, restringir, fechar. Com Fani foi sempre assim: ela tem uma visão uterina do universo. Busca o âmago, a essência, o que está dentro das coisas, inteiriço, o que se esconde dentro de si, no tempo. No seu modo espartano de ser descarta o fácil e o dócil da arte, o fútil da vida. Quer o difícil, o dúctil. Repete sempre: gosto das coisas que se bastam, auto-suficientes, que não deixam sobras nem se perdem em excessos retóricos e ornamentais..." .
Carlos Bracher
Nascido em uma família voltada para a música e as artes plásticas, o mineiro de Juiz de Fora, Carlos Bracher, comemorou 50 anos de pintura, no ano passado, com a exposição "Série Brasília", no Museu Nacional em homenagem à capital brasileira. A mostra, que levou um ano para ficar pronta, foi composta de 66 quadros em óleo sobre tela (com paisagens da cidade), um painel com as figuras da construção da cidade e mais 30 aquarelas que retratam as obras da nova capital. O processo de criação foi captado em vídeo pela filha do pintor, a jornalista Blima Bracher, e pelo fotógrafo Sérgio Pereira Silva. As imagens em vídeo se transformaram no documentário "Âncora aos céus ", e as fotos, no livro "Bracher/Brasília". A mais recente exposição do artista, encerrada em 25 de outubro, foi no Festival de Cultura Brasileira em Moscou, durante as comemorações dos 180 Anos de Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Rússia.
Serviço

Exposição "Bracher & Bracher" dos artistas Fani e Carlos Bracher
Local: Galeria do 10º andar do Anexo IV, Câmara dos Deputados, de 18 a 28 de novembro

          Sala de Exposições do Espaço Cultural - Entrada da Chapelaria da Cãmara dos Deputados - 02 a 31 de dezembro
Abertura oficial: 18 de novembro, às 19 horas
Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17 horas
Recomendado para todas as idades
Entrada Franca
Realização Espaço Cultural Zumbi dos Palmares
Informações para Imprensa
Luiz Paulo Pieri
Assessora de Imprensa
Espaço Cultural da Câmara dos Deputados
3215-8080/8081


06/11/2008

Núcleo de Literatura divulga programação

O Núcleo de Literatura informa a programação especial da semana. Na semana das dicas, de 07 a 12 de novembro, todos podem comparecer à aula que desejarem.
 
Sexta-feira (7):
10h - O conto de amor - estilística e lugar-comum
11h - Crônicas de Marina Colasanti
12h - Lanche comunitário
12h10 - Ciclo de leitura: a poesia de Paulo Leminski
 
Segunda-feira (10):
14h30 - 50 dicas para falar em público
15h30 - Dicas para uma boa redação
17h30 - Língua portuguesa: exercícios e correção
 
Terça-feira (11):
10h10 - Filosofia: A Igreja Católica
11h10 - Grande Sertão: Veredas - leitura e comentários
12h10 - 30 dicas sobre o I Ching
 
Quarta-feira (12):
12h10 - Oratória: sugestões 


03/11/2008

DESNUDANDO PARIS E BRASÍLIA   PELA LENTE DE GUY BLANC

 

Brasília - Paris, Olhares Cruzados é a 5ª exposição do francês Guy Blanc, cineasta com larga experiência no Brasil, onde produziu para a TV francesa um documentário sobre as obras de Oscar Niemeyer. Nesta exibição, que será aberta oficialmente pelo embaixador da França, Antoine Pouillieute, no dia 4 de novembro, às 19 horas, no Espaço do Servidor, Guy vai mostrar imagens das cidades de Paris e Brasília. Ele conseguiu aproximar o que aparentemente é antagônico, ao mesmo tempo que distancia o que a primeira vista, seria comum.

Guiado apenas pela intuição o artista exibe das duas cidades a sensualidade das curvas, a elegância dos ângulos, a delicadeza das texturas, a maciez ou a dureza dos materiais utilizados ao longo do tempo. As imagens são como poesias feitas de concreto, pinturas figurativas, crônicas do dia a dia que permite descobrir e rever a beleza das duas capitais. Símbolo da proximidade entre os dois países, as fotos de Guy Blanc antecipa o lançamento do Ano da França no Brasil. Organizada pelo Espaço Cultural Zumbi dos Palmares a exposição é uma iniciativa da Câmara dos Deputados e da Embaixada da França.

Guy Blanc um fotógrafo do mundo

Nascido em uma aldeia perto de Lyon , França, soube desde cedo que trabalharia com cinema. Após cursar um ano da Faculdade de Filosofia, Guy decide ir para Paris atrás dos seus sonhos. Antes porém de pisar em um set de filmagem, durante 3 anos , seu cenário são as ruas de Paris, que percorre como cicloboy.

Finalmente, aos 25 anos é convidado para trabalhar como assistente de produção e, logo após, como assistente de direção de filmes de longa metragem. Simultaneamente, realiza os primeiros documentários. Dirige o filme "Le Mois Le Plus Beau" . Sua carreira ganha novo impulso e ele passa a dirigir também filmes de publicidade. Suas atividades profissionais o levam para lugares díspares, Tunísia , Israel, Mal , Espanha, Portugal, Itália Índia. Acaba chegando ao Brasil para a filmagem de "Le retour du Grand Blond avec une chaussure noir". Dois anos depois, trabalha na produção do filme "Pastores da Noite", adaptação do romance homônimo do escritor baiano Jorge Amado. Apaixonado pelo país, Guy decide se instalar no Rio de Janeiro para dar continuidade ao seu trabalho. Também realiza trabalhos em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Manaus, Cuiabá, Natal. Atualmente reside na capital federal e atua como diretor de vídeo e fotógrafo.

Serviço

Exposição "Brasília – Paris Olhares Cruzados" do fotógrafo Guy Blanc

Local: Espaço do Servidor, Anexo II, Câmara dos Deputados

Abertura oficial: 4 de novembro, às 19 horas

Visitação: 5 a 13 de novembro de segunda a sexta-feira, das 9h às 18 horas

Censura Livre

Entrada Franca

Realização Espaço Cultural Zumbi dos Palmares

Informações para Imprensa

Alessandra Rios

Assessora de Imprensa

Espaço Cultural da Câmara dos Deputados

3215-8080/8081

Guy Blanc - Celular: 8415 9670

 02/11/2008

 

Consciência Negra 

Negras Raízes, do candango - Josafá Neves é um mergulho na nossa africanidade

Josafá Neves e suas "Negras Raízes" serão o ponto culminante nas homenagens que o Espaço Cultural Zumbi dos Palmares da Câmara fará em torno do Dia Nacional da Consciência Negra. Na mostra, de 4  a 27 de novembro, na Sala de Exposições, com 22 telas em óleo, o artista vai exibir a cultura e beleza do povo negro e sua diversidade. O artista, fiel aos seus sentimentos, talento e expressividade, tem mostrado, ao longo de sua carreira, um total entrosamento entre seu trabalho artístico e seu modo de perceber, na vida, a presença e importância dos afro-brasileiros na construção da identidade nacional. O trabalho de Josafá, segundo o artista plástico e crítico Sérgio Souza, transcende a representação pictórica. "Sua arte pulsa, respira e exala, por ser verdadeira e fruto de um trabalho que habita o artista em sua essência", acrescenta.

Josafá Neves abre Negras Raízes dias depois de encerrar a exposição "Africanidade", vista por milhares de brasilienses na Casa Thomas Jefferson. São trabalhos interligados, não necessariamente contínuos. Aos 37 anos e uma maturidade ímpar, esse artista brasiliense lembra que "toda criança tem um pé na arte". A diferença, segundo ele, é ter continuado na arte. A partir de 1996, decidiu sobreviver só como artista depois de ter percorrido atividades como a de ilustrador e arte-finalista. Tantas obras o fizeram perder a conta do número de exposições de que participou, mas um blog que possui na internet ajuda o curioso a descobrir: são sete individuais e duas coletivas. Para saber mais sobre Josafá, clique aqui.

Serviço

"Negras Raízes", exposição do artista plástico Josafá Neves

Abertura: 4 de novembro, às 19 horas

Data: 4 a 27 de novembro, de segundas às sextas-feiras, das 10h às 17h

Local: Sala de Exposições, no Térreo do Edifício Principal, entrada pelo estacionamento (Chapelaria), Câmara dos Deputados

Evento recomendado para todas as idades

Entrada Franca

Informações para Imprensa

Alessandra Rios

Assessora de Imprensa

Espaço Cultural da Câmara dos Deputados

3215-8080/8081
 

28/10/2008

           Novembro na Câmara - PINTURA, FOTOS e SARAU A PARTIR DO DIA 4

São três grandes exposições, entre outras atividades culturais que marcam a programação de novembro da Câmara dos Deputados organizada pelo Espaço Cultural Zumbi dos Palmares. Duas destas exposições serão abertas no dia 4 de novembro.

A força negra de Josafá Neves

É neste dia 4 que Josafá Neves mostra Negras Raízes, um conjunto de 22 telas em óleo, onde o artista revela e desnuda a beleza do povo negro e a sua diversidade. Embora marque seus modelos com cores fortes, sua obra é intensa, reflexiva. A mostra, que poderá ser visitada até o dia 27, vai ocupar a Sala de Exposições, localizada no Térreo do Edifício Principal, com entrada pelo estacionamento (Chapelaria). Mais detalhes sobre a obra de Josafá aqui.

Sarau

Além da exposição, o Núcleo de Literatura do Espaço Cultural da Câmara dos Deputados promove o 28º Sarau, com o tema Consciência Negra. Acontece no dia 24 de novembro, às 20h30, no Teatro Garagem Sesc, na 913 Sul. Paris/Brasília pela lente de Guy Blanc

Também no dia 4 de novembro abre a 5ª exposição do francês Guy Blanc, fotógrafo e cineasta com grande intimidade com Brasília, por aqui ter produzido para a TV francesa um documentário sobre as obras de Oscar Niemeyer. A exposição de Blanc terá a presença do embaixador da França, Antoine Pouillieute, e será aberta às 19 horas no Espaço do Servidor. Os trabalhos são na verdade parte de um desafio a que o cineasta francês se lançou: aproximar o que aparentemente é antagônico, ao mesmo tempo que distancia o que, à primeira vista, seria comum. O público poderá ver a exposição até o dia 13 de novembro.Bracher & Bracher

Carlos Bernardo Bracher, pintor, desenhista e escultor, e sua mulher, Fani Bracher, pintora e desenhista consagrada , ambos mineiros de Juiz de Fora (aqui), abrem no dia 11 de novembro, na Galeria do 10º andar do Anexo IV da Câmara dos Deputados, a exposição Bracher & Bracher. A mostra revela a originalidade de cada um, mas também os pontos de identidade e intimidade em suas obras. Juntos, Fani e Carlos já realizaram obras como o monumento de azulejos em praça pública que homenageia a comunidade negra dos Arturos, em Contagem (MG), no ano de 2000. A exposição será encerrada no dia 27 de novembro.Serviço

"Negras Raízes", exposição do artistas plásticos Josafá Neves

Data: 4 a 27 de novembro, de segundas às sextas-feiras, das 10h às 17h

Local: Sala de Exposições, no Térreo do Edifício Principal, entrada pelo estacionamento (Chapelaria), Câmara dos Deputados "Brasília – Paris Olhares Cruzados", exposição do fotógrafo Guy Blanc

Data: 4 a 13 de novembro, de segundas às sextas-feiras, das 9h às 18 horas

Local: Espaço do Servidor, Anexo II, Câmara dos Deputados "Bracher & Bracher", exposição dos artistas plásticos Carlos e Fani Bracher

Data: 10 a 27 de novembro, de segundas às sextas-feiras, das 9h às 18 horas

Local: Galeria do 10º andar do Anexo IV, Câmara dos Deputados"Consciência Negra", 28º sarau literário do Núcleo de Literatura do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares

Data: 24 de novembro, às 20 horas

Local: Teatro Garagem Sesc, 913 SulTodos os eventos são recomendados para qualquer idade e têm entrada franca.

Informações para Imprensa

Alessandra Rios

Assessora de Imprensa

Espaço Cultural da Câmara dos Deputados

3215-8080/8081

18/08/2008

Câmara abre três exposições nesta semana

Os espaços culturais da Câmara dos Deputados abrem nesta semana três exposições. Os visitantes poderão apre ciar desde as fotos de igrejas de madeira do Paraná, de Nego Miranda, até as pinturas figurativas de José Carlos Menezes e as paisagens de Bonifácio. Todas as mostras têm entrada gratuita e censura livre. Confira mais detalhes a seguir:

Igrejas de Madeira do Paraná

O fotógrafo curitibano Carlos Alberto Xavier de Miranda, o Nego Miranda, apresenta cenas das igrejas do sul do Paraná, na Fotogaleria do corredor da Presidência da Câmara, no Anexo I. A exposição é resultado de um amplo e longo trabalho de pesquisa realizado pelo fotógrafo e pela arquiteta Maria Cristina Wolff de Carvalho. As construções de madeira do fim do século 19 e início do século 20 marcam a presença de ucranianos, poloneses, italianos e alemães na região.

O artista plástico José Carlos Menezes expõe telas figurativas no Espaço Cultural do Servidor, no Anexo II. Os trabalhos decorrem de uma leitura sensível e singela de cenas do cotidiano, como uma janela, um vaso ou um detalhe da paisagem. Capixaba radicado em Brasília desde 1974, Menezes ingressou nas artes plásticas como mosaicista e, desde 2005, integra o grupo Ateliê 27, do artista plástico e servidor da Casa, Marco Aurélio Tavares, o Lelo.

Visitação de 19 a 28 de agosto, de segunda-feira a sexta-feira, das 9 horas às 18 horas.  

Mar da Aldeia, Vasto Horizonte

As montanhas, o mar, as cores e as sombras de Niterói preenchem os quadros de Henrique Bonifácio da Costa, na Galeria do 10º andar do Anexo IV. Aberta nesta segunda-feira (18), a exposição tem um significado histórico e familiar importante. Talentoso retratista de ambientes e de naturezas-mortas, Bonifácio trabalha com pinceladas marcantes e um universo cromático vibrante e luminoso. O pintor, desenhista e escultor já participou de várias exposições individuais e coletivas no Brasil, na Itália, em Moçambique, na Costa Rica e nos Estados Unidos,

Visitação de 18 de agosto a 5 de setembro, de segunda-feira a sexta-feira, das 9 horas às 20 horas.

Exposições marcam retorno das atividades

Duas exposições com pinturas de artistas brasileiros foram abertas com a volta do recesso. No corredor de acesso ao Plenário, no Edifício Principal, é possível conferir a quarta edição da Mostra Arte Cidadã, que reúne obras de vários pintores. Já no Espaço do Servidor, a artista plástica Sônia Motta exibe 11 quadros de acrílico, na exposição Cores e Formas.

A Mostra Arte Cidadã reúne trabalhos de Angela Raymundo, Cícero Sobral, J. Mérito, Salma Carvalho, Carmizeth, Humberto de Cássia Araújo e Maria José Porto. A coletiva reúne estilos e técnicas diferentes, do paisagismo ao figurativo e abstrato.

Programe-se:

Exposição IV Mostra Arte Cidadã
Local: Corredor de  acesso ao Plenário, Edifício Principal
Visitação: Até 14 de agosto, de segunda-feira a sexta-feira, das 9 horas às 18 horas

Exposição Cores e Formas da artista plástica Sônia Motta
Local: Espaço do Servidor, Anexo II
Data: Até 15 de agosto, de segunda-feira a sexta-feira, das 9 horas às 18 horas  
   


Espaço Cultural da Câmara abre inscrições para artes plásticas e fotografias na agenda de 2009

Quem quiser expor seus trabalhos de artes plásticas e fotografias na Câmara dos Deputados em 2009 devem fazer as inscrições até 31 de outubro

 

O Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, da Câmara dos Deputados, recebe até 31 de outubro inscrições para a Agenda Cultural 2009, que contempla artes plásticas e fotografia. A

O dossiê será composto por formulário de solicitação, currículo profissional e projeto artístico ilustrado. Deve ser entregue pessoalmente ou enviado

Seleção

Originalidade, qualidade técnica, contemporaneidade e adequação física da mostra são os critérios básicos para a seleção. O artista escolhido para mostrar seu trabalho na Câmara se comprometerá

As despesas de montagem, como a contratação de transportes, recepcionistas, locação de painéis e suportes adicionais ficarão por conta do responsável. A montagem será realizada pelo Espaço Cultural.

Inscrições

Os projetos deverão ser enviados de segunda-feira a sexta-feira, de 9 às 18 horas, ao Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, no endereço: Palácio do Congresso Nacional, Anexo I, 21º andar, sala 2109, Câmara dos Deputados Brasília- DF, CEP 70.160-900. Os telefones para contato são: (61) 3215-8080 ou 3215-8081 e o Fax: 3215-8091. A íntegra do edital está disponível no site

Informações para Imprensa

Alessandra Rios

Assessora de Imprensa

Espaço Cultural da Câmara dos Deputados

3215-8080/8081

 

Já estão abertas as inscrições para os cursos, clubes e oficinas do Núcleo de Literatura do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares da Câmara dos Deputados. Os interessados devem enviar e-mail, até o dia 11 de agosto, para o endereço ecult.mesa@camara.gov.br , com as informações abaixo: Nome, idade, grau de instrução, local de trabalho, motivo do interesse em fazer o curso e o (os) curso pretendido.

Os cursos são inteiramente gratuitos e são abertos a todos os interessados maiores de 16 anos. O interessado pode matricular-se em quantos cursos desejar e obtiver vaga. A freqüência é obrigatória para os inscritos e as vagas são limitadas a 20 por turma.

Os candidatos serão encaixados nas turmas de acordo com as vagas. Uma vez aprovados, os candidatos devem marcar uma entrevista com Lorenza na semana de 11 a 15 de agosto, no período da tarde, para confirmação da vaga. Só serão efetivados os alunos que se apresentarem à entrevista e forem aceitos pela secretária do Núcleo. As aulas terão início em 18 de agosto e irão até 19 de dezembro, com uma semana de intervalo de 6 a 10 de outubro.

O telefone para marcar a entrevista será enviado por e-mail.

 

CONTEÚDO DOS CURSOS

ORATÓRIA-DESINIBIÇÃO E TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO

Técnica de apresentação e jogos de desinibição, indicados para quem precisa falar em público. O aluno aprende a selecionar o assunto e o tema em função do auditório. Técnicas de relaxmento, exercícios práticos de respiração e postura etc.

Segunda-feira às 14h30 e quarta-feira às 12h10

REDAÇÃO-TÉCNICA DO PARÁGRAFO

Uma técnica simples de construção do parágrafo com implicação em toda a estrutura da redação, melhorando o desempenho do aluno e ajudando na organização do pensamento.

Segunda-feira às 15h30 e terça-feira às 9h10

REDAÇÃO-MELHORIA DO CONTEÚDO

A partir de debates sobre temas propostos com supervisão do professor, que interfere ampliando a perspectiva e orientando na organização do pensamento, desenvolve-se a cosmovisão do aluno e, conseqüentemente, o conteúdo de suas produções escritas.

Segunda-feira às 16h30

ESTRUTURAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

Compreender o funcionamento da língua e sua organização de base auxilia o aluno a aplicar mais corretamente as regras e preceitos da gramática normativa.

Segunda-feira às 17h30

CLUBE DOS ESCRITORES

Leitura e produção de diversos gêneros literários pelos participantes, sempre com vistas a compor o livro anual do Núcleo de Literatura: "Literatura de Câmara". Todos que já participaram cedo ou tarde escrevem e iniciam uma atividade permanente e continuada!

Segunda-feira às 18h30

CLUBE DE LEITURA-FILOSOFIA E RELIGIÃO

A cada aula um texto diferente sobre temas ligados a assuntos de filosofia e teologia, que serão debatidos e analisados pelo grupo. Aula enriquecedora da cultura geral e do conhecimento.

Terça-feira às 10h10


CLUBE DE LEITURA – GRANDE SERTÃO VEREDAS

A monumental obra de Guimarães Rosa lida pausadamente e explicada pelo professor em seus mínimos detalhes, permitindo a compreensão de sua estrutura e significado profundos.

Terça-feira às 11h10


CENTRO DE CONVIVÊNCIA- MEDITAÇÃO I CHING

Venha conhecer os elementos da iconografia oriental presentes neste importante instrumento de auto-conhecimento que é o I Ching, obra máxima da cultura clássica chinesa.

Terça-feira às 12h10

OFICINA DE CRIATIVIDADE NO TRABALHO

Técnicas de aprimoramento e desenvolvimento da criatividade profissional e pessoal na solução de problemas e organização do trabalho.

Quarta-feira às 13h10

CLUBE DOS GRANDES LIVROS DA LITERATURA UNIVERSAL

A cada encontro, o resumo e um trecho de uma grande obra da literatura universal.

Quinta-feira às 9h10

CLUBE DE POESIA

Venha estudar o mais popular dos gêneros literários, ler e produzir neste clube que reúne poetas novos e veteranos ao redor do melhor da Poesia.

Quinta-feira às 12h10


TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM

Técnica de construção da personagem para aprendizes e escritores em nível avançado.

Sexta-feira às 9h10

TÉCNICAS NARRATIVAS

As mais modernas técnicas da Narratologia e os mais recentes estudos da arte de narrar. Para aprendizes e escritores em nível avançado.

Sexta-feira às 10h10


TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO DO TEXTO LITERÁRIO

O que diferencia o texto literário de um texto comum? Como produzir a camada poética no texto literário em prosa e verso? Para aprendizes e escritores em nível avançado.

Sexta-feira às 11h10

CICLO DE LEITURA

Esta é a principal atividade do Núcleo de Literatura. Leituras e debates do melhor da produção literária. É neste curso que se preparam os Saraus da Câmara dos Deputados.

Sexta-feira às 12h10

 

Candangos Legítimos” é Brasília em suas linhas e cores na pintura madura de Luiz Costa

Exposição será aberta hoje (03/06), às 19:00, na nova Galeria do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares

Luiz Costa é um cidadão comum e pintor dos engravatados e candangos. Tem sua história marcada pela luta pela sobrevivência. Conheceu o alfabeto só aos 12 anos, mas ainda auxiliar de serviço numa galeria despertou para a pintura e não a largou nos últimos 30 anos. O trabalho que apresenta nesta exposição aberta hoje na Nova Galeria do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, da Câmara dos Deputados, se chama “Candangos Legítimos” e é neste conjunto de telas que revela toda a influência sofrida, de Athos Bulcão e sobretudo  Volpi.

Luiz Costa começou pintando paisagens, naturezas mortas, figuras humanas e retratos, e depois, por influencia da dinâmica funcional de Brasília, como cidade burocrática,  pintou uma fase intitulada de "engravatados", e que mais tarde resultaria na fase atual de sua obra, a qual intitula de "Candangos Legítimos". Alfredo Volpi  é referência fundamental e eloqüente na maioria das telas. O projeto urbanístico da capital também faz parte do universo do artista. É justamente no caminho da geometria brasileira que o artista revela seu traço mais maduro, com cores e formas características da terra. O vigor do colorido tropical e a repetição de traços trazem personagens do cotidiano e personalidades como o antropólogo Darcy Ribeiro, a quem Luiz Costa homenageou com a tela Viva América. Afrescos, painéis e murais completam a obra do artista plástico.
 A MARCA DE BRASÍLIA
A figura do candango criada por Luiz Costa tem tudo a ver com a cidade, a riscadura é rigorosa, delimitada, porém livre, e nos revela a parte teimosa e boa da repetição, direciona o olhar para o espaço vazio, induz para a quebra de fronteiras, convida para unir pessoas, é uma pintura justa na redistribuição do espaço físico. O Candango de braços abertos, de mãos dadas, e nós candangos e brasilienses, temos realmente um pouco disso tudo. Ninguém é gerado pelo vento, todos temos uma raiz, uma fonte, e Luiz Costa é também um candango,e se reconheceu como artista desenhando com o dedo nas superfícies brancas e empoeiradas da nossa cidade.

Galeria do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares

(entrada pela chapelaria da Câmara dos Deputados)

03 a 06 de junho

Horário de Visitação: 10:00 as 17:00 horas

 

Câmara Adota Bosque da Constituinte

Na véspera de protagonizar um dos momentos mais importantes da História do Brasil, o então presidente da Câmara e da Assembléia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, plantou uma muda de pau-ferro (Caesalpineae férrea) no Bosque dos Constituintes, pensado para homenagear a Carta de 1988, que contém uma das mais avançadas legislações ambientais de que se tem notícia no arcabouço constitucional dos países democráticos. "Estou tão emocionado como uma noiva", disse Ulysses ao colocar a muda na terra.
Para comemorar a passagem dos 20 anos da chamada "Constituição Cidadã", a Câmara dos Deputados mostra até sexta-feira, dia 6, no Espaço do Servidor, uma exposição composta por painéis ilustrativos sobre o Bosque dos Constituintes e suas 800 árvores plantadas ao lado do Panteon da Pátria, na Praça dos Três Poderes. A partir desta Semana do Meio Ambiente, o Bosque dos Constituintes será adotado pela Casa com vistas à sua manutenção, preservação e futuro tombamento como jardim histórico.
Lá os visitantes poderão ler no bronze o artigo 225 do Capítulo VI: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".
 
"Bosque dos Constituintes"
Exposição fotográfica integrante do Programa Meio Ambiente na Câmara dos Deputados - EcoCâmara


Data: 03 a 06 de junho
Local: Espaço do Servidor, Anexo II - Câmara dos Deputados
Visitação – De Segunda a Sexta-feira, das 9h às 18 horas


02/06/2007

Lonas de caminhão usadas viram obras de arte nas mãos de Jonas Lemes.

O artista plástico Jonas Lemes analisou diversas possibilidades para o uso adequado de materiais para desenvolver seus trabalhos. Há sete anos, encontrou uma alternativa que atendesse tanto sua constante busca no mundo das artes quanto sua preocupação com a preservação da natureza. Optou pelo material em que pudesse expressar a contemporaneidade da sua arte e que contribuísse para a preservação do meio ambiente, tão necessária e importante. A partir daí, Jonas Lemes passou a manifestar a sua criação na lona de caminhão usada com um importante valor agregado, a prática da cidadania decorrente da sua responsabilidade sócio-ambiental.

 Além de ser ecologicamente correta por sua capacidade de reaproveitamento, a lona de caminhão usada vira arte nas mãos de Jonas Lemes. Para o artista, trabalhar com materiais ecologicamente corretos possibilita transcender sua arte, pois, permite aperfeiçoar cada vez mais sua técnica e também contribuir para o estímulo da consciência crítica do seu público sobre as artes e sobre a reciclagem de recursos materiais.

 A arte possui um incrível poder transformador porque atua de maneira sutil sobre as percepções, fazer uso da arte de maneira consciente é também poder contribuir para o importante enfoque sobre o desenvolvimento da compreensão integrada do meio ambiente e suas múltiplas relações.

 Essa abordagem inovadora do artista plástico Jonas Lemes permite o reconhecimento e o respeito à natureza, unindo o belo ao necessário, fomentando a aliança e o fortalecimento da cultura, da cidadania e da educação ambiental.

Corredor de Acesso ao Plenário - 03 a 12 de junho

 

Visitação: segunda a sexta – 9:00 ás 18:00

31/05/2008

"O Cerrados e seus Encantos"

Pela lente do biólogo Sandro Barata

Uma aula de biologia do Cerrado é o que acaba sendo na realidade as 15 imagens do biólogo e fotógrafo Sandro Barata, que retrata aves, répteis, mamíferos e paisagens mais ameaçadas dos ecossistemas brasileiros. O caráter didático do seu trabalho se completa com a identificação de cada foto com o nome popular do animal, o nome científico, a etimologia científica e um pequeno mapa para localizar a espécie geograficamente.

Sandro fotografa a natureza há cinco anos, tendo as aves e o Cerrado como foco de seu trabalho. "Conhecer os encantos deste bioma é uma experiência fantástica, pela qual podemos presenciar a vida em suas infinitas manifestações", revela. Seu trabalho é também um alerta para a devastação incontida que sofre o Cerrado, transformado numa fronteira agrícola e vítima da especulação imobiliária. "O Cerrado é patrimônio da humanidade, sendo nossa a responsabilidade de preservá-lo", alerta Barata.

"O Cerrados e seus Encantos"

Exposição do fotógrafo Sandro Barata

Mostra integrante do Programa Meio Ambiente da Câmara

Data: 04 a 26 de junho

 

30/05/2008

MARINA NAZARETH MOSTRA SUA ARTE NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

A artista Marina Nazareth mostra a partir do dia 27 de maio próximo, nova série de pinturas - seu trabalho dos últimos 4 anos - na Galeria do 10º Andar do Anexo IV da Câmara dos Deputados

Esta série, denominada simplesmente “Paisagem” tem como tema as terras montanhosas, tão caras à gente mineira, em uma pintura de grande qualidade e de intensa comunicação.

Marina Nazareth continua com seu trabalho de espaços abertos, em composição de ritmos desenvolvidos através de cores e transparências. Acrescenta nessa série um traço vigoroso, até nervoso, que remete o espectador `a tradição japonesa, um” desenhar com a cor”. O universo pictórico da artista se apóia em um sentimento poético e de leveza embasados em grande aprimoramento técnico já de conhecimento público.

È interessante observar o percurso feito pela artista de 2005 até hoje, visitando a exposição e verificando as modificações pela introdução do traço que libera uma energia emocional, dos” brancos” usados como cor e da expansão da linearidade estabelecendo um” continuum” em polípticos de diversas proporções.

A artista, simplesmente, diz : “ são as modulações que o olhar capta ao ver a paisagem passando diante dos olhos quando se viaja de carro pelas estradas de Minas.”

Estes novos trabalhos da artista foram objeto da visão crítica de Ângelo Oswaldo de Araújo Santos que escreveu o texto “Contemplação da Pintura” e de Leonel Kaz com seu texto “Por trás da aparência de sossego “, que integram a exposição e catálogo.

Compõem a mostra, cerca de 17 obras. Entre elas , 4 polípticos - óleo sobre papel, nas dimensões de 25cm x 280cm e 1 políptico em óleo sobre tela nas dimensões de 90cm x 600cm de 2007, que tratam, de maneira mais explícita, o conceito de continuidade rítmica presentes em toda a série.

26/05/2008

 

1a Semana de Mineração

Exposição - 27 a 30 de maio.

A Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura Nacional, da Câmara dos Deputados, juntamente com as instituições que apoiam o evento, apresentam a 1ª Semana de Mineração a ser realizada de 27 a 30 de maio. Este evento discutirá a importância do Setor Mineral na economia brasileira em termos de geração de renda, divisas, empregos, adequação tributária, conjuntura internacional e perspectivas, bem como investimentos e a responsabilidade do Setor no que se refere à preservação do meio ambiente e terras indígenas.

A programação oficial contará com uma exposição e um seminário sobre diversos assuntos de interesse dos segmentos do Setor Mineral.

A exposição apresentará as peças vencedoras do XIV Prêmio IBGM de Design de Jóias 2008. o Prêmio IBGM se destaca no setor joalheiro nacional por sua tradição e pela valorização da arte e cultura brasileira, nas pedras coradas e na gestão do design nas indústrias.

A mineração brasileira constitui-se em um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira, com grande potencial para o desenvolvimento econômico e social, especialmente focado no desenvolvimento regional integrado e sustentável. O seminário, Mineração e sua importância na econômia brasileira, ocorrerá no dia 27 de maio no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados e apresentará os temas: Decodificando a história e construindo uma agenda positiva com foco em resultados e ações dos fatores econômicos; Uma visão panorâmica sobre o marco legal; Mercados e competitividade; Aspectos sócio-ambientais; e Modelos econômicos para o setor - Alternativas para o desenvolvimento.

 

08/05/2008

Câmara recebe exposição sobre programa espacial brasileiro

 

A Agência Espacial Brasileira (AEB) apresenta, entre os dias 05 a 09 de maio, a exposição O Programa Espacial Brasileiro. O evento, que acontece no Espaço do Servidor, na Câmara dos Deputados, está sendo realizado em razão do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Centro Espacial de Alcântara, que aconteceu na terça-feira (6).
Maquetes dos foguetes brasileiros Sonda I, II, III, IV,  VS-30, VSB-30 e do Veículo Lançador de Satélites (VLS), sendo a maior delas com 2m de altura, permitirão que adultos e crianças conheçam o mundo dos lançadores desenvolvidos pela Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA). O Satélite de Coleta de Dados (SCD-2) e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) estão sendo representados na exposição.

Seis painéis de 1,20m por 1,70m oferecem aos visitantes um panorama geral do programa espacial, ao mostrar os centros de lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, os satélites brasileiros, os foguetes e lançadores, o vôo do astronauta brasileiro e as instituições ligadas às atividades espaciais.

A exposição contará, ainda, com itens alusivos à ida do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, à Estação Espacial, entre eles um selo comemorativo dos Correios e uma medalha cunhada pela Casa da Moeda. Há ainda uma réplica da roupa usada pelo astronauta na missão espacial exposta.

23/04/2008

ANO INTERNACIONAL DO PLANETA TERRA

CIÊNCIAS DA TERRA PARA A SOCIEDADE

 

desde o dia 23 de abril está aberta, no Corredor de Acesso, a exposição: 2008 – Ano Internacional do Planeta Terra – Ciências da Terra para a Sociedade, mostrando as conseqüências das mudanças climáticas e da ação do homem sobre o meio ambiente.

A mostra que se estende até o dia 02 de maio e está aberta a visitação de 9:00 as 18 horas de segunda a sexta visa divulgar, através de painéis e pôsteres, a importância de temas ambientais, sob a visão de cientistas brasileiros e sul-americanos.

Em dezembro de 2005 a Organização das Nações Unidas – ONU proclamou, com o apoio unânime de 191 países, 2008 como o Ano Internacional do Planeta Terra - AIPT, com o objetivo de incentivar estudos e pesquisas e, principalmente, divulgar junto à sociedade em geral, políticos, governantes, e formadores de opinião, a importância que as Ciências da Terra têm para o bem-estar e a própria sobrevivência da humanidade.

No Brasil, o lançamento abrangerá três eventos, nas dependências do Congresso Nacional, sendo uma Sessão Solene, uma exposição de fotos e posters no Corredor de Acesso ao Plenário e um Seminário Técnico, que acontecerá no Auditório Nereu Ramos, dias 23 e 24 de abril. envolvendo os dez temas, com a participação de representantes de diversos  países da América Latina.

A idéia para essa proclamação, alimentada desde 2000 pela União Internacional de Ciências Geológicas – IUGS, baseou-se no fato de que o pouco conhecimento da sociedade mundial sobre a influência das geociências em suas vidas tem concorrido, entre outros, para o aproveitamento desordenado de vários recursos naturais de nosso planeta, para o aumento de fontes poluidoras, para a degradação física ambiental, para a aceleração das mudanças climáticas, para muitos dos desastres naturais e mesmo para a incidência de doenças que poderiam ser evitadas ou minimizadas. A tragédia da grande tsunami no Oceano Índico, em dezembro de 2004, que ceifou a vida de mais de 260 mil pessoas, veio reforçar a importância da citada proclamação.

Entre os objetivos gerais do AIPT está o de demonstrar o grande potencial das Ciências da Terra na construção de uma sociedade mais segura, sadia e sustentada, e encorajar essa mesma sociedade a aplicar esse potencial mais eficientemente em seu próprio benefício. Entre seus objetivos específicos estão a necessidade de redução dos riscos dos desastres naturais (ou induzidos) por meio do conhecimento existente ou adquirido; a redução dos problemas de saúde das populações através do entendimento dos aspectos médicos das Ciências da Terra; a inovação na descoberta de recursos naturais, aproveitando-os de maneira sustentada; a construção de edificações mais seguras e a necessidade de planejamento para a expansão urbana ordenada; a determinação de fatores não-humanos nas mudanças climáticas; a inovação do conhecimento sobre a ocorrência de recursos naturais (água subterrânea, depósitos minerais e energéticos); e o incentivo ao conhecimento das condições especiais dos fundos oceânicos relevantes para o entendimento da evolução da vida.

 

Para melhor direcionar essas atividades, a ONU acatou as recomendações de um grupo de 23 cientistas de vários países e elegeu dez temas prioritários para as atividades do AIPT, levando em conta não só a sua influência direta nas populações como as suas debilidades para as gerações futuras: Água Subterrânea, (Mega) cidades, Clima, Crosta e Núcleo Terrestres, Desastres Naturais, Oceanos, Recursos Naturais (Minerais e Energia), Solos, Terra e Saúde e Terra e Vida.

 

Para maiores informações sobre o Ano Internacional do Planeta Terra e a participação brasileira, consultar www.yearofplanetearth.org e em http://aipt.mct.gov.br

 

12/04/2008

 

 A Caatinga é tema de  Exposição na Câmara dos Deputados

O Espaço Cultural Zumbi dos Palmares abre na próxima terça-feira (15) a exposição "Cenários da Caatinga" composta por 14 fotografias com imagens do Bioma Caatinga, promovida pelo Núcleo Caatinga, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente A Exposição faz parte das comemorações da Semana da Caatinga, que será comemorada entre 28 de abril (dia Nacional da caatinga) a 02 de maio de 2008

Além da exposição está previsto a apresentação de fotografias em projeção em espaços Culturais da Câmara dos Deputados.

 

EXPOSIÇÃO CENÁRIOS DA CAATINGA

Fotogaleria – Corredor de Acesso à Presidência da Cãmara dos Deputados

15 de abril a 02 de maio – Visitação de Segunda a Domingo das 09 as 17 horas

 

 Subsídios sobre o tema

 

A caatinga é o único ecossistema exclusivamente brasileiro, ocupando cerca de 11% do país, com uma área de aproximadamente 844 mil km2. É fundamental para a sobrevivência de aproximadamente 27 milhões de pessoas que ocupam sua área de distribuição original. Embora pouco conhecida e valorizada, é muito rica em espécies vegetais e animais, sítios arquelógicos e manifestações culturais, sendo fundamental para o desenvolvimento do Semi-Árido Brasileiro. São inúmeros os alimentos, medicamentos e produtos industriais, madeireiros e não madeireiros extraídos de sua biodiversidade Apesar desta importância, hoje menos de 4% da caatinga está em unidades de conservação federal, a maior parte das atividades relacionada com o uso da sua biodiversidade é feita de modo predatório, embora algumas comunidades da região produzam em bases sustentáveis.

A conservação da caatinga está intimamente associada ao combate da desertificação, processo de degradação ambiental que ocorre em áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas. No Brasil, 62% das áreas susceptíveis à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas por caatinga, sendo que muitas já estão bastante alteradas. Em que pese este quadro, apenas 3,5% da caatinga se encontra em unidades de conservação federais, menos de 1% em unidades de proteção integral (como Parques, Reservas Biológicas e Estações Ecológicas), que são as mais restritivas à intervenção humana. Estas unidades, no entanto, têm sérios problemas de implementação. De fato, estas tem que lidar com diversos problemas relacionados com a proteção da sua biodiversidade, como caça, desmatamento e tráfico de animais silvestres.

 

No contexto internacional, a caatinga está relacionada diretamente a duas das 3 principais convenções de meio ambiente, no âmbito das nações unidas, quais sejam a Convenção de Diversidade Biológica - CDB e a Convenção de Combate à Desertificação - CCD. Este contexto pode ajudar na conservação deste bioma, caso haja união de esforços por parte dos responsáveis pela implementação destas convenções no país, respectivamente a Secretaria de Biodiversidade e Florestas e a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, do Ministério do Meio Ambiente – MMA, e seus parceiros nas esferas governamental e não-governamental. A caatinga indiretamente também se relaciona com a Convenção de Mudanças Climáticas, já que estas adquiriram escala global.

 

O Núcleo do Bioma Caatinga é a instância do Ministério do Meio Ambiente responsável pela definição de políticas e estratégias para a conservação do bioma. Dentre as prioridades do Núcleo estão divulgar e valorizar a caatinga no contexto nacional, desenvolver marcos legais para a sua conservação, aumentar a área de unidades de conservação no bioma, melhorar a implementação destas unidades e monitorar o desmatamento na caatinga.

 

 

Serviço:

 

Divulgação do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares: Luiz Paulo Pieri

Luiz.pieri@camara.gov.br

3215-8085

 

 

 

 

11/04/2008

Atividades do Núcleo de Literatura

Nesta sexta-feira (11), o Núcleo de Literatura terá as seguintes atividades:

9h10 - Clube de Ficção (Conto e Romance)
Continuação de Narratologia - As funções Narrativas de Propp

10 horas - Audição dos trabalhos dos alunos

11h10 - Clube de Crônicas
Crônicas - Raquel de Queiroz
Audição de trabalhos dos alunos
 
12 horas - Lanche comunitário (cada participante pode levar sucos, refrigerantes, doces ou salgados)
12h10 - Ciclo de Leitura
- Noite de Almirante - Machado de Assis
- Filosofias de uma Par de Botas - Machado de Assis
- O Elogio da Vaidade - Machado de Assis

Literatura brasileira
Textos literários em meio eletrônico
Elogio da vaidade - Machado de Assis
Edição referência: http://www2.uol.com.br/machadodeassis

Texto publicado originalmente na revista O Cruzeiro em 1878

Logo que a Modéstia acabou de falar, com os olhos no chão, a Vaidade empertigou-se e disse:I
Damas e cavalheiros, acabais de ouvir a mais chocha de todas as virtudes, a mais pêca, a mais estéril de quantas podem reger o coração dos homens; e ides ouvir a mais sublime delas, a mais fecunda, a mais sensível, a que pode dar maior cópia de venturas sem contraste.

Que eu sou a Vaidade, classificada entre os vícios por alguns retóricos de profissão; mais na realidade, a primeira das virtudes. Não olheis para este gorro de guizos, nem para estes punhos carregados de braceletes, nem para estas cores variegadas com que me adorno. Não olheis, digo eu, se tendes o preconceito da Modéstia; mas se o não tendes, reparai bem que estes guizos e tudo mais, longe de ser uma casca ilusória e vã, são a mesma polpa do fruto da sabedoria; e reparai mais que vos chamo a todos, sem os biocos e meneios daquela senhora, minha mana e minha rival.

Digo a todos, porque a todos cobiço, ou sejais formosos como Páris, ou feios como Tersites, gordos como Pança, magros como Quixote, varões e mulheres, grandes e pequenos, verdes e maduros, todos os que compondes este mundo, e haveis de compor o outro; a todos falo, como a galinha fala aos seus pintinhos, quando os convoca à refeição, a saber, com interesse, com graça, com amor. Porque nenhum, ou raro, poderá afirmar que eu o não tenha alçado ou consolado.

II
Onde é que eu não entro? Onde é que eu não mando alguma coisa? Vou do salão do rico
ao albergue do pobre, do palácio ao cortiço, da seda fina e roçagante ao algodão escasso e grosseiro. Faço exceções, é certo (infelizmente!) ; mas, em geral, tu que possuis, busca-me no encosto da tua otomana, entre as porcelanas da tua baixela, na portinhola da tua carruagem; que digo? busca-me em ti mesmo, nas tuas botas, na tua casaca, no teu bigode; busca-me no teu próprio coração. Tu, que não possuis nada, perscruta bem as dobras da tua estamenha, os recessos da tua velha arca; lá me acharás entre dois vermes famintos; ou ali, ou no fundo dos teus sapatos sem graxa, ou entre os fios da tua grenha sem óleo.

Valeria a pena ter, se eu não realçasse os teres? Foi para escondê-lo ou mostrá-lo, que
mandaste vir de tão longe esse vaso opulento? Foi para escondê-lo ou mostrá-lo, que encomendaste à melhor fábrica o tecido que te veste, a safira que te arreia, a carruagem que te leva? Foi para escondê-lo ou mostrá-lo, que ordenaste esse festim babilônico, e pediste ao pomar os melhores vinhos? E tu, que nada tens, por que aplicas o salário de uma semana ao jantar de uma hora, senão porque eu te possuo e te digo que alguma coisa deves parecer melhor do que és na realidade? Por que levas ao teu casamento um coche, tão rico e tão caro, como o do teu opulento vizinho, quando podias ir à igreja com teus pés? Por que compras essa jóia e esse chapéu? Por que talhas o teu vestido pelo padrão mais rebuscado, e por que te remiras ao espelho com amor, senão porque eu te consolo da tua miséria e do teu nada, dando-te a troco de um sacrifício grande benefício ainda maior?

III
Quem é esse que aí vem, com os olhos no eterno azul? É um poeta; vem compondo alguma coisa; segue o vôo caprichoso da estrofe. — Deus te salve, Píndaro! Estremeceu; moveu a fronte, desabrochou em riso. Que é da inspiração? Fugiu-lhe; a estrofe perdeu-se entre as moitas; a rima esvaiu-se-lhe por entre os dedos da memória. Não importa; regra dos doutores de Sganarello. Que ar beatífico! Que satisfação sem mescla! Quem dirá a esse homem que uma guerra ameaça levar um milhão de outros homens? Quem dirá que a seca devora uma porção do país? Nesta ocasião ele nada sabe, nada ouve. Ouve-me, ouve-se; eis tudo. Um homem caluniou-o há tempos; mas agora, ao voltar a esquina, dizem-lhe que o caluniador o elogiou.
— Não me fales nesse maroto.
— Elogiou-te; disse que és um poeta enorme.
— Outros o têm dito, mas são homens de bem, e sinceros. Será ele sincero?
— Confessa que não conhece poeta maior.
— Peralta! Naturalmente arrependeu-se da injustiça que me fez Poeta enorme, disse ele?
— O maior de todos.
— Não creio. O maior?
— O maior.
— Não contestarei nunca os seus méritos; não sou como ele que me caluniou; isto é, não sei, disseram-mo. Diz-se tanta mentira! Tem gosto o maroto; é um pouco estouvado às vezes, mas tem gosto. Não contestarei nunca os seus méritos. Haverá pior coisa do que mesclar o ódio às opiniões? Que eu não lhe tenho ódio. Oh! nenhum ódio. É estouvado, mas imparcial.
Uma semana depois, vê-lo-eis de braço com o outro, à mesa do café, à mesa do jogo, alegres, íntimos, perdoados. E quem embotou esse ódio velho, senão eu? Quem verteu o bálsamo do esquecimento nesses dois corações irreconciliáveis? Eu, a caluniada amiga do gênero humano.

Dizem que o meu abraço dói. Calúnia, amados ouvintes! Não escureço a verdade; às vezes há no mel uma pontazinha de fel; mas como eu dissolvo tudo! Chamai aquele mesmo poeta, não Píndaro, mas Trissotin. Vê-lo-eis derrubar o carão, estremecer, rugir, morder-se, como os zoilos de Bocage. Desgosto, convenho, mas desgosto curto. Ele irá dali remirar-se nos próprios livros. A justiça que um atrevido lhe negou, não lha negarão as páginas dele. Oh! a mãe que gerou o filho, que o amamenta e acalenta, que põe nessa frágil criaturinha o mais puro de todos os amores, essa mãe é Medéia, se a compararmos àquele engenho, que se consola da injúria, relendo-se; porque se o amor de mãe é a mais elevada forma do altruísmo, o dele é a mais profunda forma de egoísmo, e só há uma coisa mais forte que o amor materno, é o amor de si próprio.

IV
Vede estoutro que palestra com um homem público. Palestra, disse eu? Não; é o outro que fala; ele nem fala, nem ouve. Os olhos entornam-se-lhe em roda, aos que passam, a espreitar se o vêem, se o admiram, se o invejam. Não corteja as palavras do outro; não lhes abre sequer as portas da atenção respeitosa. Ao contrário, parece ouvi-las com familiaridade, com indiferença, quase com enfado. Tu, que passas, dizes contigo:
— São íntimos; o homem público é familiar deste cidadão; talvez parente. Quem lhe faz obter esse teu juízo, senão eu? Como eu vivo da opinião e para a opinião, dou àquelemeu aluno as vantagens que resultam de uma boa opinião, isto é, dou-lhe tudo.

Agora, contemplai aquele que tão apressadamente oferece o braço a uma senhora. Ela
aceita-lho; quer seguir até a carruagem, e há muita gente na rua. Se a Modéstia animara o braço do cavalheiro, ele cumprira o seu dever de cortesania, com uma parcimônia de palavras, uma moderação de maneiras, assaz miseráveis. Mas quem lho anima sou eu, e é por isso que ele cuida menos de guiar à dama, do que de ser visto dos outros olhos. Por que não? Ela é bonita, graciosa, elegante; a firmeza com que assenta o pé é verdadeiramente senhoril. Vede como ele se inclina e bamboleia! Riu-se? Não vos iludais com aquele riso familiar, amplo, doméstico; ela disse apenas que o calor é grande. Mas é tão bom rir para os outros! é tão bom fazer supor uma intimidade elegante!

Não deveríeis crer que me é vedada a sacristia? Decerto; e contudo, acho meio de lá penetrar, uma ou outra vez, às escondidas, até às meias roxas daquela grave dignidade, a ponto de lhe fazer esquecer as glórias do céu, pelas vanglórias da terra. Verto-lhe o meu óleo no coração, e ela sente-se melhor, mais excelsa, mais sublime do que esse outro ministro subalterno do altar, que ali vai queimar o puro incenso da fé. Por que não há de ser assim, se agora mesmo penetrou no santuário esta garrida matrona, ataviada das melhores fitas, para vir falar ao seu Criador? Que farfalhar! que voltear de cabeças! A antífona continua, a música não cessa; mas a matrona suplantou Jesus, na atenção dos ouvintes. Ei-la que dobra as curvas, abre o livro, compõe as rendas, murmura a oração, acomoda o leque. Traz no coração duas flores, a fé e eu; a celeste; colheu-a no catecismo, que lhe deram aos dez anos; a terrestre colheu-a no espelho, que lhe deram aos oito; são os seus dois Testamentos; e eu sou o mais antigo.

V
Mas eu perderia o tempo, se me detivesse a mostrar um por um todos os meus súditos; perderia o tempo e o latim. Omnia vanitas. Para que citá-los, arrolá-los, se quase toda a terra me pertence? E digo quase, porque não há negar que há tristezas na terra e onde há tristezas aí governa a minha irmã bastarda, aquela que ali vedes com os olhos no chão. Mas a alegria sobrepuja o enfado e a alegria sou eu. Deus dá um anjo guardador a cada homem; a natureza dá-lhe outro, e esse outro é nem mais nem menos esta vossa criada, que recebe o homem no berço, para deixá-lo somente na cova. Que digo? Na eternidade; porque o arranco final da modéstia, que aí lês nesse testamento, essa recomendação de ser levado ao chão por quatro mendigos, essa cláusula sou eu que a inspiro e dito; última e genuína vitória do meu poder, que é imitar os meneios da outra.
Oh! a outra! Que tem ela feito no mundo que valha a pena de ser citado? Foram as suas mãos que carregaram as pedras das Pirâmides? Foi a sua arte que entreteceu os louros de Temístocles? Que vale a charrua do seu Cincinato, ao pé do capelo do meu cardeal de Retz? Virtudes de cenóbios, são virtudes? Engenhos de gabinete, são engenhos? Tragame ela uma lista de seus feitos, de seus heróis, de suas obras duradouras; traga-ma, e eu a suplantarei, mostrando-lhe que a vida, que a história, que os séculos nada são sem mim.
Não vos deixeis cair na tentação da Modéstia: é a virtude dos pecos. Achareis decerto, algum filósofo, que vos louve, e pode ser que algum poeta, que vos cante. Mas, louvaminhas e cantarolas têm a existência e o efeito da flor que a Modéstia elegeu para emblema; cheiram bem, mas morrem depressa. Escasso é o prazer que dão, e ao cabo definhareis na soledade. Comigo é outra coisa: achareis, é verdade, algum filósofo que vos talhe na pele; algum frade que vos dirá que eu sou inimiga da boa consciência. Petas!
Não sou inimiga da consciência, boa ou má; limito-me a substituí-la, quando a vejo em frangalhos; se é ainda nova, ponho-lhe diante de um espelho de cristal, vidro de aumento.Se vos parece preferível o narcótico da Modéstia, dizei-o; mas ficai certos de que excluireis do mundo o fervor, a alegria, a fraternidade.
Ora, pois, cuido haver mostrado o que sou e o que ela é; e nisso mesmo revelei a minha sinceridade, porque disse tudo, sem vexame, nem reserva; fiz o meu próprio elogio, que é vitupério, segundo um antigo rifão; mas eu não faço caso de rifões. Vistes que sou a mãe da vida e do contentamento, o vinculo da sociabilidade, o conforto, o vigor, a ventura dos homens; alço a uns, realço a outros, e a todos amo; e quem é isto é tudo, e não se deixa vencer de quem não é nada. E reparai que nenhum grande vício se encobriu ainda comigo; ao contrário, quando Tartufo entra em casa de Órgon, dá um lenço a Dorina para que cubra os seios. A modéstia serve de conduta a seus intentos. E por que não seria assim, se ela ali está de olhos baixos, rosto caído, boca taciturna? Poderíeis afirmar que é Virgínia e não Locusta? Pode ser uma ou outra, porque ninguém lhe vê o coração. Mas comigo? Quem se pode enganar com este riso franco, irradiação do meu próprio ser; com esta face jovial, este rosto satisfeito, que um quase nada obumbra, que outro quase nada ilumina; estes olhos, que não se escondem, que se não esgueiram por entre as pálpebras, mas fitam serenamente o sol e as estrelas?

VI
O quê? Credes que não é assim? Querem ver que perdi toda a minha retórica, e que ao cabo da pregação, deixo um auditório de relapsos? Céus! Dar-se-á caso que a minha rival vos arrebatasse outra vez? Todos o dirão ao ver a cara com que me escuta este cavalheiro; ao ver o desdém do leque daquela matrona. Uma levanta os ombros; outro ri de escárnio. Vejo ali um rapaz a fazer-me figas: outro abana tristemente a cabeça; e todas, todas as pálpebras parecem baixar, movidas por um sentimento único. Percebo, percebo! Tendes a volúpia suprema da vaidade, que é a vaidade da modéstia.

Fonte: Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Lingüística

07/04/2008

 

Exposição de Recifes de Coral na Câmara dos Deputados abre comemorações do Ano Internacional dos Recifes de Coral.

 O Núcleo da Zona Costeira e Marinha e o Projeto Corredores Ecológicos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente realiza a exposição Recifes de Coral Brasileiros com o objetivo de divulgar ações em prol da conservação dos recifes de coral do Brasil, em parceria com SOS Mata Atlântica no Espaço do Servidor, no anexo II, da Câmara dos Deputados no período de 7 a 11 de abril de 2008. Além disso, a Frente Parlamentar de Meio Ambiente realizará um café da manhã no dia 9 de abril de 2008 dedicado ao tema Recifes de Coral do Brasil, no anexo IV 10 andar Restaurante Pampa, a partir das 8 h.

Os recifes constituem-se em importantes ecossistemas, altamente diversificados, por abrigarem uma extraordinária variedade de plantas e animais e são considerados o mais diverso habitat marinho do mundo e por isso mesmo, possuem grande importância econômica, pois representam a fonte de alimento e renda para muitas comunidades. Uma de cada quatro espécies marinhas vive nos recifes, incluindo 65% dos peixes. Os recifes estão para o ambiente marinho da mesma forma que as florestas tropicais estão para os ambientes terrestres, ou seja, os maiores centros de biodiversidade do planeta.


O Brasil possui os únicos ecossistemas recifais do Atlântico Sul se distribuindo ao longo de, aproximadamente, 3.000 km na costa nordestina, desde o Maranhão até o sul da Bahia. Apesar de toda sua importância, os ambientes recifais em todo o mundo, vêm sofrendo um rápido processo de degradação através das atividades humanas.

O primeiro ano Internacional dos Recifes de Corais foi comemorado em 1997 com o objetivo de chamar a atenção para o aumento das ameaças e perdas de recifes de coral e ecossistemas associados, tais como manguezais e banco de algas. Passados dez anos, continuamos com a necessidade urgente de se aumentar o conhecimento sobre os recifes e seus valores ecológicos, econômicos, sociais e culturais, bem como, sobre as ameaças críticas a esses ambientes e de gerar ações urgentes e efetivas de conservação e uso sustentável, no âmbito local, regional e local.

Dessa forma, a Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral (ICRI), designou o ano de 2008 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral.

 

 

04/04/2008

Espaço Cultural homenageia Machado de Assis

Na sexta-feira, dia 4 de abril de 2008, o Núcleo de Literatura dedica todas as aulas a saudar o Mestre Maior da Literatura Brasileira: Machado de Assis no aniversário de 100 anos de sua morte.

9h10 - Clube de Ficção (Conto e Romance)

Palestra especial:
As Técnicas Narrativas de Machado de Assis
10 horas - Audição do Programa Prosa e Verso em homenagem a Machado de Assis

10h30 - Clube de Crônicas

Crônicas de Machado de Assis
11h10 - Exibição de Documentário Inédito sobre Machado de Assis
12 horas - Lanche Comunitário (Quem puder, levar sucos, refrigerantes e doces e salgados)

12h10- Ciclo de Leitura:

- O Sermão do Diabo  
- Um Apólogo (O diálogo da agulha e da linha)
- Causa Secreta

Um Apólogo
Machado de Assis
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.

 

27/03/2008

1º Encontro Mensal do Ciclo de Leituras

O Espaço Cultural Zumbi dos Palmares e o Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento convidam para o Primeiro Encontro Mensal do Ciclo de Leituras, na sexta-feira (28), às 12h30, no Auditório do Cefor.

O evento faz parte da nova proposta do Cefor de ser um espaço para atividades artísticas e culturais e vai acontecer sempre na última sexta-feira de cada mês, em que serão feitas leituras comentadas de textos dos autores homenageados.

Nesta primeira edição, serão dois textos de Machado de Assis e cinco letras de Milton Nascimento, com a projeção do show Tambores de Minas.

A cada encontro, serão escolhidos cinco autores do Núcleo de Literatura para mostrarem suas produções pessoais. Desta vez serão contemplados os autores Luci Afonso, Alexandra Rodrigues, Isolda Marinho, Roberto Klotz e Marco Antunes.

Ao final do encontro, haverá uma confraternização num lanche/almoço organizado pelos participantes.

 

 

25/03/2008

Exposição: Brasília uma Linda Mulher

 O Corredor de acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados (Corredor Cultural) abriga, no período  de 25 de março a 10 de abril  a Exposição Brasília uma Linda Mulher, do artista plástico Janduy Malta.

Janduy Malta retirou dos traços de Lúcio Costa a inspiração para criar esta série de telas em acrílica. Nas imagens via satélite, observou a presença de formas femininas gravadas no solo de Brasília. Foi o suficiente para compará-la a “uma linda mulher”. Lembra o artista que a cidade, que nasceu sob condições místicas, já apontava seu gênero desde a concepção. Brasília, que representa todas as mulheres brasileiras (as brasílias), filhas do Brasil, foi criada nos limites de um triângulo formado pelas lagoas Formosa, Feia e Mestre d`Armas. E o triângulo isósceles, que simboliza o feminino, pode ser encontrado também nos primeiros traços de Lúcio Costa. Nesta homenagem, Janduy Malta rende-se à poesia, traduzindo em cor, símbolos e formas geométricas o seu olhar apaixonado pela cidade: “Brasília é uma linda mulher em um jardim à beira de um grande lago. Em seu traçado, vi garças, borboletas, flores, Brasília grávida de seus candangos...”

Brasília uma Linda Mulher
Observando os primeiros traços do arquiteto e urbanista Lúcio Costa para o projeto de Brasília, Janduy Malta percebeu que havia ali uma forma feminina, representada na simbologia. Através de pesquisas, descobriu vários outros elementos que representam Brasília como uma mulher. Um destes é o próprio nome da cidade, um nome feminino. Brasília é filha de Brasil, cujo nome vem do pau-brasil, árvore de cor avermelhada; coincidentemente esta é também a cor da terra de Brasília.

As mulheres são como borboletas
lindas, delicadas e livres para voar
neste imenso jardim chamado planeta Terra.
Janduy Malta

12/03/2008

Artista italiano faz exposição na Câmara

Inos Corradin – 50 anos de pintura é a mostra que a Câmara dos Deputados abre, nesta quarta-feira (12), às 19 horas na Sala de Exposições do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, no Edifício Principal. Participaram da organização da mostra o Espaço Cultural, que teve o apoio do Museu da Câmara dos Deputados.
O consagrado artista internacional exibe, além de obras reconhecidas, mais de 40 inéditas, no formato à óleo, serigrafias e esculturas. Identificado com o expressionismo, embora menos intenso e dramático, Inos Corradin tem, na opinião dos seus críticos, a “inteligência pictórica”, que gera uma pintura de alta qualidade.
Como parte da homenagem ao artista, a TV Câmara exibirá um documentário sobre os 50 anos de sua trajetória artística pela Itália e pelo Brasil, no sábado (15) às 22h30 e domingo (16) às 6h30.

Inos Corradin nasceu em Piemonte, na Itália. Estudou em Castelbaldo com o mestre Tardivello e, ao se mudar em 1950 para o Brasil, fixou-se em Jundiaí. Antes de São Paulo, o pintor passou pela Bahia, onde, segundo estudiosos, deu mais leveza a sua obra, como conseqüência da “doçura baiana”. Lá conviveu com Jorge Amado, Carybé e Mario Cravo Júnior.
Desde 1952 participou de mostras coletivas como o Salão Paulista de Arte Moderna e o Salão Nacional de Arte Moderna e, entre 1954 e 1955, dedicou-se à cenografia. Já expôs individualmente na Itália, Israel, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Holanda e Canadá, além de, naturalmente, em várias cidades brasileiras. É pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, praticando uma arte jocosa e humorada, tendendo à estilização e com bons recursos cromáticos. “Sua trajetória ao longo desses mais de 50 anos, o situa entre os grandes artistas brasileiros da atualidade. Em suas obras sempre a marca registrada de um estilo e uma linguagem peculiar que nos permite identificar: Inos” “ C. Fasan
Documentário
O documentário “Inos” retrata a vida e obra do pintor italiano Inos Corradin. O filme mostra toda a saga do artista, desde sua infância em Castelbaldo, na Itália, até suas passagens pela Bahia, São Paulo e, finalmente, Jundiaí, onde realiza seu trabalho até os dias de hoje. Com depoimentos marcantes de várias personalidades do mundo das artes, como o pintor Gustavo Rosa, o renomado crítico de arte Jacob Klintowitz e a marchand internacional Carla Surian, todas as fantásticas histórias desse cidadão do mundo são contadas por quem realmente as viveu. As viagens marcantes, o contato inusitado com Jânio Quadros, seu jeito despojado e o rico legado desfilam de modo informativo e lúdico por cerca de 50 minutos de pura viagem no mundo das artes. “Inos” é peça fundamental, não apenas para os amantes da arte, mas para todos os amantes da vida.

 

18/02/2008

Poesias de Drummond inspira pintura de Ly

 

"Eu Mulheres: Sentimentos do Mundo" tem inspiração na poesia de Carlos Drummond de Andrade e toma forma pelas mãos de Ly, nome com que é conhecida no meio cultural a artista plástica Lígia Ribeiro. "Li o livro – Sentimentos do Mundo - e achei que daria um trabalho interessante. Mas ressalto que a mostra não é uma ilustração da obra de Drummond", diz a autora, cuja obra será exposta de 04 a 20 de março, no 10º andar do Anexo IV. Estudante de artes plásticas na UnB, Ly tem um respeitável currículo e, na Câmara, já mostrou sua obra na exposição "Pequeninos", em comemoração aos 15 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

E por estar tomada pelos "sentimentos do mundo", Lígia recomenda ao espectador que não se atenha às técnicas, aos formatos, à materialidade das obras, mas que busque uma leitura pessoal e sentimental. Por isso mesmo ela não titulou as obras: para que cada um a recrie de alma aberta, guiado também por uma estética contemporânea.

Lígia

Lígia Ribeiro Araújo, brasiliense, 20 anos, partiu de uma família envolvida com arte. Iniciou-se na pintura em oficinas realizadas na cozinha de sua casa, juntamente com pai, mãe, familiares e amigos artistas. Isso a fez descobrir sua vocação, que a levou a optar pelo curso de Artes Plásticas na Universidade de Brasília.

Dá aulas de pintura para crianças e adultos em seu ateliê, há cerca de um ano. Lá formou uma turma somente para alunos carentes. A preocupação com a integração dos menos favorecidos começou ainda na adolescência, quando oferecia aulas gratuitas de flauta doce para crianças na garagem de sua casa.

Suas principais exposições foram "Pequeninos", em comemoração aos 15 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, na Câmara dos Deputados, em 2005, e a "Exposição do Prêmio SESC de Pintura em Tela – Terra Brasilis", em que recebeu Menção Honrosa pelo 4º lugar, obtido com a tela "Pindorama". Esta exposição foi realizada em 2006 no Espaço Ary Barroso do SESC Estação 504 Sul e posteriormente levada ao Corredor de Acesso ao Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados. Em outubro, Ly expôs suas telas mais recentes no Espaço Cultural Ágora.

 

"Eu Mulheres: Sentimentos do Mundo"

Exposição da artista plástica Ly

Data: 04 a 20 de março, na Galeria do 10º andar do Anexo IV

Horário de visitação - De Segunda a Sexta-feira, das 9h às 18 horas

Câmara dos Deputados

Informações para Imprensa

Alessandra Rios

Assessora de Imprensa

Espaço Cultural da Câmara dos Deputados

3215-8080/8081

26/02/3008

 

               Exposição comemorativa  ao Dia Internacional da Mulher

 

A Câmara dos Deputados preparou uma série de atividades em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). A idéia é celebrar os feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher brasileira ao longo do tempo; e, principalmente, discutir e apresentar projetos e medidas para que a mulher seja plenamente respeitada no País. Uma das atividades consiste na exposição mostrando a participação da mulher na Câmara dos Deputados, com  a exposição de fotos de parlamentares femininas da atual e de outras legislaturas.

O debate sobre a igualdade de gênero está em pauta. e em alta, na Câmara. Uma comissão geral debateu a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) e os espaços das mulheres nos três Poderes no dia 4 de março no Plenário da Casa. Exposições de imagens de personalidades femininas, bem como programas e reportagens especiais na TV Câmara, Rádio Câmara, Jornal da Câmara e site Plenarinho também farão parte das atividades da Semana da Mulher.

 

Núcleo de Literatura anuncia cursos de 2008

O Núcleo de Literatura anuncia a programação para o primeiro semestre de 2008. As inscrições estão abertas até 10 de março.

1) Redação - Técnica do Parágrafo

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Treinamento de uma técnica simples de construção do parágrafo com implicação em toda a estrutura da redação, melhorando o desempenho do aluno e ajudando na organização do pensamento.
Vagas:16

2) Redação - melhoria do conteúdo

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Debates sobre temas propostos com supervisão do professor que interfere ampliando a perspectiva e orientando na organização do pensamento.
Vagas:16

3) Oratória

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Técnica de apresentação e jogos de desinibição, indicadas para quem precisa falar em público e se recente de timidez e dificuldade de organização. Organização do Discurso; etapas de uma apresentação; objetivos e estratégias de abordagem de temas. Como selecionar o assunto e o tema em função do auditório. Técnicas de desinibição para falar em público, relaxamento, exercícios práticos de respiração e postura, dentre outras atividades.
Vagas: 16

4) Clube de Ficção

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Leitura e produção de diversos gêneros literários pelos participantes, sempre com vistas a compor o livro anual do Núcleo de Literatura: literatura de câmara. Todos que já participaram escrevem e iniciam uma atividade permanente e continuada.
Vagas: 16

5) Redação - Conhecimentos Gerais

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Um divertido e amplo painel de informações e ilustrações sobre temas diversos que vão da arte e cultura ao esporte e organização política, passando pela economia, mitologia, história e geografia.
Vagas: 16

6) Clube de Leitura - Grande Sertão Veredas e contos diversos de Guimarães

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Imersão na obra do maior gênio da Literatura Brasileira no século XX: Guimarães Rosa. Vagas: 16

7) Centro de Convivência – Iconografia Tarot

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Apresentação e interpretação dos elementos da iconografia ocidental presentes neste importante instrumento de auto-conhecimento que é o Tarot.
Vagas: 16

8) Centro de Convivência – I Ching

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Apresentação e interpretação dos elementos da iconografia oridental presentes neste importante instrumento de auto-conhecimento que é o I Ching.
Vagas: 16

9) Clube de Teatro e Dramaturgia

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Apresentação e estudo panorâmico para ampliar o conhecimento da história do teatro universal.
Vagas: 16

10) Clube de Leitura Shakespeare

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: A obra do genial dramaturgo e poeta inglês é vista neste panorama das principais tragédias e comédias de Shakespeare.
Vagas: 16

11) Clube de Leitura - Grandes Contos

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Grandes contos da literatura universal são lidos e comentados neste curso de leitura em que se analisa um conto por aula.
Vagas: 16

12) Clube de Poesia

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Estudo do mais popular dos gêneros literários, com leitura e produção. Este clube reúne poetas novos e veteranos ao redor do melhor da poesia.
Vagas: 16

13) Clube de Conto

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Estudo do gênero literário que mais se produz na atualidade. Este clube reúne contistas novos e veteranos ao redor do melhor deste gênero que é a expressão do nosso tempo.
Vagas: 16

14) Clube do Romance

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Como planejar, construir e redigir um romance? Neste curso semanal, haverá análise das etapas de produção de um romance e, o aluno terá ortunidade de conhecer o processo de elaboração de um romance policial, que servirá de base e exemplo para outros gêneros.
Vagas: 16

14) Clube de Crônica

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: A crônica é o gênero literário que encanta o leitor da atualidade. Neste clube o aluno terá oportunidade de ler e produzir crõnicas, reunido com cronistas novos e veteranos ao redor do melhor deste gênero.
Vagas: 16

15) Ciclo de Leitura

Duração: 3 de março a 30 de junho
Conteúdo: Em sua 24ª edição, esta é a principal atividade do Núcleo de Literatura, local para ler o melhor da produção literária e debater com gente que adora literatura e bom convívio. Aqui se preparam os saraus da Câmara e ao redor de um lanche comunitário, gente de todas as idades e de diferentes formações, constituem um grupo de amigos que brinda semanalmente a boa literatura com paixão e dividindo a alegria de conviver e aprender.

 

Segunda - Terça - Quarta - Quinta - Sexta-feira  

9h10  - REDAÇÃO -TÉCNICA DO PARÁGRAFO   CLUBE DE LEITURA - SHAKESPEARE CLUBE DE CONTO

10h10  - REDAÇÃO -MELHORIA DO CONTEÚDO CONHECIMENTOS GERAIS  ATENDIMENTO AOS ALUNOS CLUBE DO ROMANCE

11h10  - ORATÓRIA -DESINIBIÇÃO E TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO CLUBE DE LEITURA – GRANDE SERTÃO VEREDAS  CLUBE DE LEITURA
GRANDES CONTOS CLUBE DE CRÔNICA

12h10  - CLUBE DE FICÇÃO CENTRO DE CONVIVÊNCIA - ICONOGRAFIA TAROT  CLUBE DE POESIA CICLO DE LEITURA:
MACHADO DE ASSIS (PRIMEIRO BIMESTRE)
POETAS CONTEMPORÂNEOS (SEGUNDO BIMESTRE)

13h10  -  CENTRO DE CONVIVÊNCIA - MEDITAÇÃO I CHING CLUBE DE TEATRO E DRAMATURGIA  

Mais informações:

http://literaturadecamara.sites.uol.com.br/
Inscrições por e-mail:
ecult.mesa@camara.gov.br
com os seguintes dados:
1- Nome:
2- Idade:
3- Local de trabalho (se funcionário ou servidor da Câmara dos Deputados, Senado ou TCU):
4- Formação:
5- Telefone de contato:
6- e-mail:
7- Razão de interesse no curso:

O interessado pode inscrever-se em quantos cursos entenda que conseguirá cursar com proveito e freqüência mínima. Prioridade para trabalhadores da Câmara, TCU e Senado
Demais interessados da comunidade de Brasília, desde que tenham mais de 18 anos.
Ao receber a confirmação o aluno deve estar presente no horário de sua atividade no Núcleo de Literatura no Anexo IV da Câmara dos Deputados - 8º Andar - Corredor da Xerox - Sala do Núcleo - Sem Número, quando assinará um termo de compromisso de freqüência mínima de 60% do curso.

As turmas só serão abertas com um mínimo de 5 alunos e máximo de 15.
Informações à tarde pelo telefone 3215-8093 com Lorenza
http://literaturadecamara.sites.uol.com.br/ 

 

18/02/2008

Goiás Velho é tema de exposição fotográfica na Câmara dos Deputados

A cidade de Goiás, que também é conhecida como "Goiás Velho" e terra natal da poetisa Cora Coralina, estará em exposição na galeria da Presidência da Câmara dos Deputados. As imagens foram captadas pela fotógrafa e servidora da Casa Sônia Baiocchi. Ela rende homenagem à cidade de seus avós na exposição "Goiás: Velho quintal da poesia", que resgata a poesia, a história e a arquitetura da cidade que foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural Mundial pela UNESCO.

A nostalgia está presente nas fotografias que relembram a vida simples da cidade pequena, do amanhecer no Mercado ao entardecer nas escadaria da Igreja Santa Bárbara. As portas do meio e os longos quintais guardam, ainda, a lembrança das portas abertas para o vizinho e a despreocupação com a violência.

Sônia vivenciou a cidade natal de sua família em muitas viagens ao longo de sua vida e suas memórias fotográficas estão expostas em seu trabalho, que conta com 14 fotos coloridas da cidade de Goiás Velho. A exposição poderá ser visitada nos finais de semana na Galeria da Presidência da Câmara dos Deputados, no período de 19 de fevereiro a 3 de abril. 

 

Goiás: Velho quintal da poesia
Exposição da fotógrafa Sônia Baiocchi
De 19 de fevereiro a 3 de abril, na Fotogaleria (Corredor da Presidência da Câmara, Edifício Principal)
Horário de visitação: sábados, domingos e feriados das 9h às 17 horas

  

14/01/2008

BRASIL - ARTE AGORA TRAZ ARTISTAS CONSAGRADOS PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS

Brasil – Arte Agora é um panorama da arte contemporânea brasileira que inaugurou, no dia 18 de dezembro, a nova Sala de Exposições do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, no Edfício Principal – Chapelaria. A visitação vai até 14 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 18 horas.

A exposição coletiva Brasil - Arte Agora traz jovens e consagrados artistas de vários estados, recobrindo praticamente todas as artes plásticas, como escultura, fotografia, desenho e pintura. Todos trazem a marca da inovação, misturando técnicas e materiais para compor uma novo formato de expressão artística. Alguns dos selecionados já conquistaram lugares importantes como participação em bienais de São Paulo, bienais do Mercosul, salões de arte, premiações e antigos criadores que vêm trabalhando na produção artística local às margens da rota de expansão nacional,  outros novos talentos que acabaram de sair dos bancos das universidades. A qualidade de suas obras, no entanto, certamente os coloca em um patamar privilegiado.

A criação da Sala de Exposições do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares soma-se ao debate político no largo exercício de ouvir e refletir os anseios da sociedade, em íntima consonância com o papel institucional da Câmara dos Deputados, buscando promover e valorizar as culturas regionais, divulgar a produção artística contemporânea e a memória histórica e humana do país. Para o supervisor do Espaço Cultural André Amaro, a mostra propõe um olhar para o momento atual, procurando identificar a produção artística nascente ou mesmo aquela que não tem o impulso do mercado, mas que visivelmente traz uma expressão contemporânea significativa. E ressalta, "as novas tendências que estão no silêncio precisam de interlocutores e a Câmara, como instituição pública e voltada para o interesse do cidadão, insere-se nesse processo de inclusão cultural".

Representam Brasília, Luiz Gallina (esculturas), Marcelo Feijó (fotografias), Miguel Simão (esculturas) e Taigo Meireles (pinturas). De Goiás são apresentadas obras de Luiz Mauro (pinturas), Marcelo Solá (desenhos), Pitágoras, (pinturas) e Rodrigo Godá (pinturas). De São Paulo, Adriana Rocha (pinturas) e Paulo Whitaker (pinturas). De Minas Gerais, Shirley Paes Leme (desenhos) e da Bahia, Paulo Pereira (esculturas). As obras cedidas para esta exposição são da Referência Galeria de Arte, de Onice Moraes de Oliveira.

Perfil dos Artistas

Adriana Rocha

Adriana Rocha começa por preparar a tela recobrindo-a de preto. É desse fundo negro que irá surgir a névoa pálida que pouco a pouco recobre a maioria de suas telas. Nessa bruma feita de finas camadas sobrepostas flutuam imagens fantasmáticas. São imagens inspiradas em registros fotográficos produzidos pela própria artista, fotos antigas ou recortadas de jornal ou ampliadas e transferidas para o novo suporte. Formada pela Fundação Álvares Penteado (FAAP), a palavra-chave que a situa dentro do universo artístico é inquietação. Daí, sua obra revela sutil conflito entre a permanência e a perda. Mais do que aparência evanescente das figuras, o que perturba o observador é não ter onde ancorá-las. Adriana participou de muitas mostras individuais, entre as quais, a do Centro Cultural São Paulo e a coletiva "Do Brasil", no Novo México, Estados Unidos.

Luiz Gallina

Paulista, o sotaque ainda traz os ‘‘tês’’ e ‘‘erres’’ marcados, mas desde os 14 anos Luiz Gallina não pertence à cena urbana paulistana. Virou homem do cerrado. Há 15 anos, mora numa chácara bem no meio de minifloresta de árvores rasteiras no Lago Sul. Gallina é gravador, pintor e marceneiro. Paisagens do Planalto Central são temas do professor de Desenho do Instituto de Artes da UnB. Misturar a vegetação e os prédios resultou numa das séries de gravuras mais interessantes do artista. Entrequadras e suas árvores, balão do aeroporto e conglomerados de árvores preservadas em meio ao espaço urbano foram temas do trabalho, datado de 1980. Entre as mostras individuais está a da Casa da Cultura da América Latina e participou, entre outras coletivas, do III Salão Paulista de Arte Contemporânea.

Luiz Mauro

Nascido em Goiânia, Luiz Mauro é artista autodidata comprometido com as tendências artísticas contemporâneas. Desde 1984, participa e recebe premiações em vários salões em Goiás e em outros estados. É parte de uma geração inquieta e generosamente produtiva no circuito do Brasil Central. Já realizou mais de duas dezenas de exposições no eixo Brasília-Goiânia, e também em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e cidades de Minas Gerais. O pintor ignora definições e enquadramentos temáticos, porém uma visão rápida de suas obras pode sugerir um certo minimalismo. Sobre uma tela monocromática, pontos quase microscópicos podem desvendar objetos do cotidiano como uma cadeira, um candelabro. Luiz Mauro participou de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior, entre elas, "Art Brésil", no Museu Sursock, em Beiture, Líbano, e a III Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em Porto Alegre.

Marcelo Feijó

Marcelo Feijó, que percorreu diversos locais como Londres, Nova Iorque, Lisboa, Rio de Janeiro e Brasília, une técnicas digitais com técnicas fotográficas, tendo como ponto de partida o espaço urbano. A obra fotográfica de Marcelo Feijó rendeu frutos também no mundo da moda. As imagens inspiraram a coleção Verão 2008 da marca de roupas Infanta Margarita, dos estilistas Andréia Rodrigues e Valter Lourenço, que reproduziram as fotografias do livro O homem que inventava cidades – Fotografias para o uso dos pássaros, do fotógrafo e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Filho do pintor e arquiteto Elder Rocha Lima, o goiano Marcelo Feijó fundou, em 1998, em Brasília, o grupo de fotógrafos Ladrões de Alma, que promove reuniões freqüentes de estudos e debates sobre fotografia e realiza exposições em Brasília, no Rio de Janeiro e em Sergipe.

Marcelo Solá

Marcelo Solá é goiano e desenha desde criança. Embora se defina como um autodidata, realizou oficinas com mestres como Carlos Fajardo, Nina Moraes, Marco Gianotti, José Espaniol. A primeira participação de Marcelo em exposições foi em 1990, em Goiânia. Sua primeira individual foi em 1992. Desde lá, o artista realizou mais de 15 exposições individuais e cerca de 30 coletivas, além de ter participado de residências no Faxinal das Artes, em Curitiba e na 17ª edição do Symposio de la Nouvelle Peinture au Canadá. Entre os espaços em que Marcelo expôs suas obras estão o Itaú Cultural, MAC Goiás, Funarte, Museu Nacional de Belas Artes, Museu de Arte Moderna da Bahia e Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outros. Em 2002, Marcelo participou da 25ª Bienal de São Paulo, em que apresentou uma série de desenhos sobre papel e pinturas sobre a parede, além de uma escultura composta por tubos de ferro, pneus de borracha e carrinhos funerários soldados. Seus trabalhos, seja pintura ou desenho, têm como característica marcante o uso de uma paleta de cores reduzidas, com ênfase no preto. Além do intimismo, os desenhos de Marcelo remetem à cidade e a situação urbana contemporânea. O caos urbano o seduz. Para ele, a sua influência no homem é pura poesia. Marcelo tem obras no acervo do Museu de Arte Moderna de Salvador, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana (BA) e na Coleção Gilberto Chateaubriand.

Miguel Simão

Mineiro de Araguari, Miguel Simão, escultor e professor de Escultura do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, utiliza vários materiais como pedra, madeira, bronze, metal e resina na elaboração de suas obras. O sapato feito de madeira, resina ou bronze, remetendo a um fetiche feminino é a temática mais presente no seu trabalho. Atualmente, o escultor trabalha o sapato em várias escalas chegando a mais de dois metros. Simão, formado em Artes Plásticas pela UnB, com habilitação em Pintura, começou a trabalhar com esculturas há cerca de 15 anos. Desde 1989, o artista vem participando de mostras individuais e coletivas em Brasília. As mais recentes foram "A Vida Interior dos Objetos Inanimados", coletiva, na Galeria UnB, e a individual "Rebeldes & Submissas", na Casa da Cultura da América Latina.

Paulo Pereira

Conhecido em galerias de todo o país, com incursões por Portugal e Alemanha, Paulo Pereira vai muito além da madeira para compor sua obras que extraem a interioridade de objetos do cotidiano. Uma gaiola azul em madeira, aço inox e pigmento, propõe uma metáfora à liberdade de pensar e atuar. Ou ainda uma pá de batedeira envolvida com cabelo humano, caixa fechada com vidro, criando uma curta impossibilidade de uso ou uma trava de perversão. Nascido em Salvador, o escultor deixou de lado o caráter orgânico de suas obras, que hoje são marcadas por linhas redutoras que acenam para o minimalismo e o conceitualismo. O artista participou de algumas mostras individuais e várias coletivas no Brasil e no exterior, a exemplo de "O Olhar Brasileiro", apresentada em várias galerias e museus da Alemanha. Participou também do "The Brazilian Northeast Festival Contemporary Art", em New York, e integrou a I Bienal Internacional de Buenos Aires.

Paulo Whitaker

Pintor e desenhista paulista, Paulo Whitaker participou de diversas exposições, entre elas, as 20ª e 25ª edições da Bienal Internacional de São Paulo, em 1989 e 2002. Entre 1991 e 1992, foi artista residente no "Plug In", em Winnipeg, no Canadá. Tem obras em acervos de importantes instituições e museus como o Museu de Arte de Santa Catarina, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, entre outros. No final da década de 1980, aparecem, em seus desenhos e pinturas, linhas simples, massas coloridas de contornos irregulares, formas curvilíneas e geométricas sobre um fundo monocromático. A partir de 1997, essas formas passaram a se agrupar. Ao mesmo tempo, figuras geométricas como retângulos são acrescentadas à composição. Na produção de suas colagens, utiliza desenhos feitos por ele mesmo em outros períodos, criando um diálogo entre o atual e o anterior. As pinturas de Whitaker pertencem a este universo neo-romântico contando uma história, a da própria pintura.

Pitágoras

Com trabalhos de técnicas variadas, o artista desvenda um mosaico de idéias e sentimentos que convidam a experimentar o sentido de sua arte. Sem idéias pré-concebidas ou padrões rígidos, seu trabalho foca a vida, experimentações, vivências e suas agruras, passando por influências de infância, quadrinhos, cinema e literatura. O resultado é uma arrebatadora mistura de cores e grafismo. Nascido em Goiânia, Pitágoras é artista autodidata e intuitivo. A simplicidade de sua personalidade e de seu discurso são características surpreendentes se comparadas à complexidade e à explosão de emoções de sua obra. Artista em constante mutação, Pitágoras atribui à sua produção a vontade de criar impulsos e a tentativa de romper padrões. Sua criação compulsiva é também sua ligação com o mundo, às vezes odiada, combatida, mas na maioria das vezes forte o suficiente para fazê-lo simplesmente artista. As obras de Pitágoras são requisitadas por galerias e museus, tendo presença no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Coleção Gilberto Chateaubriand e o Museu de Arte de Santa Catarina. Desde 1990, participa com regularidade de exposições individuais e coletivas em São Paulo, Goiânia, Brasília e Rio de Janeiro, entre as quais "Desenhos e Pinturas", no Museu de Arte Contemporânea de Goiás, e "Works on Paper", em Nova Iorque.

Rodrigo Godá

O goiano Rodrigo Godá iniciou sua formação em cursos livres de arte. Trabalha com pinturas e desenhos, nos quais insere a escrita. Explora a relação entre palavra e imagem e empreende uma interpretação pessoal dos produtos manufaturados. Seus pequenos desenhos e explicações científicas parecem flutuar no espaço, sem delimitação, o que potencializa o caráter enigmático. Realizou mostra individual na Galeria de Arte Frei Confaloni (Goiânia, 1999) e participou, entre outras coletivas, do 26º Salão Nacional de Arte, recebendo, na ocasião, o prêmio-aquisição (Belo Horizonte, 2000). Vive e trabalha em Goiânia.

Shirley Paes Leme

Graduada em Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (1978), tem especialização em Artes pela Universidade Federal de Uberlândia (1982) e Doutorado em Belas Artes pela John F Kennedy University (1986). A artista traz em seu trabalho uma carga forte de suas memórias de infância, principalmente nos períodos que passou em fazendas mineiras. É desse universo rural que ela retira sua poética: o picumã (teia de aranha tornada negra pela ação da fuligem), a fumaça, os galhos, o fogo. Seus trabalhos podem ser encontrados em importantes coleções particulares e públicas como a do Itaú Cultural, em São Paulo; a da venezuelana Patrícia Cisneros; a do Museu de Arte Moderna de São Paulo, a do Museu de Arte Moderna da Dinamarca, a do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, a do Museu de Arte de Brasília, entre outras. A artista participou de diversas exposições individuais como "Desenhos e Vidros", na Galeria Jaspers, em Munique, Alemanha; e a VII Bienal de La Habana, em Cuba, com a instalação Lumen Vaga Lumen. Entre as coletivas, "A Arte Brasileira em Berlim", na Galeria Kuns T Raum, Berlim, Alemanha, e "Sculpture", na Fiberworks Gallery, em Berkeley, Califórnia, Estados Unidos. Entre as premiações está o Prêmio San Francisco Arts Comission Gallery, recebida em São Francisco, também na Califórnia.

Taigo Meireles

O brasiliense Taigo Meireles, aos cinco anos, já