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Educação e Cultura - CEC

Ministro pede a deputados aprovação de projetos da área cultural

Janine Moraes

Ministro da Cultura, Juca Ferreira (C) pediu a aprovação do vale cultura, do plano e do sistema nacional de cultura.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, pediu nesta quarta-feira a aprovação de propostas de interesse para a área cultural, durante reunião com integrantes da Comissão de Educação e Cultura. Um dos projetos que o ministro espera ver aprovado neste ano é o que cria o vale-cultura (PL 5798/09) – benefício no valor de R$ 50 a ser usado na compra de livros e de ingressos em shows, cinema e teatro.

A proposta já foi aprovada pela Câmara, mas terá de ser votada novamente pelos deputados pois foi modificada pelo Senado. A expectativa do ministro é que o novo vale entre em vigor até o fim deste ano. "Muitos cinemas serão abertos nos bairros populares. Isso possibilitará ao trabalhador um upgrade", acredita Juca Ferreira.

Além do vale-cultura, estão em análise na Câmara projetos que criam o Sistema Nacional de Cultura (PEC 416/05) e o Plano Nacional de Cultura (PL 6835/06), além da proposta que introduz a cultura entre os direitos sociais previstos na Constituição (PEC 49/07) e da que destina um percentual mínimo de verbas para a cultura (PEC 150/03). Esta última proposta obriga a União a destinar 2% de seu Orçamento para o setor.

Aumento de recursos
Juca Ferreira e vários deputados defenderam o aumento de recursos orçamentários. Sem dinheiro, afirmaram, não adianta elaborar planos culturais nem há como executar programas. Apesar da reivindicação, o ministro lembrou que, agora para 2010, as verbas destinadas à cultura chegam a 1% do Orçamento da União.

"O Congresso é quem aprova o Orçamento. Saímos de 0,2% para 1%, de R$ 287 milhões para R$ 2,5 bilhões. Talvez seja o maior crescimento orçamentário nas últimas décadas", afirmou. Segundo Juca Ferreira, o aumento será benéfico para o País, pois vai gerar empregos, fortalecerá a economia e ampliará a capacidade de exportação de produtos culturais.

Descentralização
Na reunião, o deputado Maurício Rands (PT-PE) defendeu a descentralização do financiamento cultural no Brasil. “Não é possível que 80% do financiamento da cultura estejam concentrados apenas no Rio e São Paulo. Queremos votar uma proposta descentralizadora. A Constituição prevê a remoção das desigualdades no País”, disse Rands, que é presidente da comissão que analisa a PEC 416/05.

Na avaliação da deputada Maria do Rosário (PT-RS), a cultura será um dos temas centrais dos programas dos candidatos à Presidência da República neste ano. “Não estamos tratando de um tema secundário, mas da identidade nacional, de um direito social.”

Apresentada pelo deputado Iran Barbosa (PT-SE), a PEC 49/07 busca garantir essa centralidade, ao incluir a cultura entre os direitos sociais previstos na Constituição. “A cultura já tem caráter constitucional, mas precisa estar elencada com as outras políticas”, disse Barbosa. O ministro Juca Ferreira também apoiou a proposta, ao dizer que tudo deve ser institucionalizado na democracia.

Setor prioritário
O presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), se comprometeu a trabalhar pela aprovação de todas as propostas. Os deputados, disse ele, querem consolidar essa nova visão de cultura como setor prioritário do Estado e estão empenhados no debate. Antes da reunião na comissão, o assunto já havia sido discutido em café da manhã promovido na Câmara pela bancada do Nordeste.

Para o ministro Juca Ferreira, ainda há muito a ser feito. Falta investir em áreas como a capacitação de artistas e criar um plano de carreira para os trabalhadores do setor. Essas medidas, acredita, poderão mudar a realidade do País. “Hoje, pouco mais de 5% dos brasileiros entraram alguma vez na vida em um museu, só 13% vão ao cinema e só 17% compram livros”, lamentou.

Conferência
Juca Ferreira também convidou os parlamentares a participarem da Conferência Nacional de Cultura, que começa na quinta-feira (11), em Brasília. O encontro, disse, é uma oportunidade de os cidadãos colaborarem na elaboração de políticas públicas. “A conferência é um vetor de fortalecimento da cultura no Brasil. É vital como todas as outras formas de consulta pública.”

Íntegra da proposta:

Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Newton Araújo


Uma nova Educação para o novo Brasil

Proposta para o PNE 2011-2020

Com o título "Uma nova Educação para um novo Brasil" foi lançado nesta quarta-feira, dia 10 de março, às 12h30min, no Restaurante-Escola Senac, do Anexo IV da Câmara dos Deputados, a publicação que consolida as Propostas para o novo Plano Nacional de Educação – PNE.

O material é de responsabilidade da Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados, em parceria com o Conselho Nacional de Educação e o Sistema Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo/CNC-SESC-SENAC. O Deputado Angelo Vanhoni (PT/PR), presidente da CEC, pretende priorizar a votação do PNE no âmbito da Comissão.

Coordenado pela Deputada Maria do Rosário (PT/RS) e editado pelo Senac Nacional, o documento de mais de 180 páginas apresenta os posicionamentos e as recomendações de entidades da sociedade civil organizada ligadas à educação, além de artigos especiais assinados por especialistas, educadores e representantes do legislativo federal que participaram do movimento de mobilização conhecido como "Mais dez: o Legislativo e a Sociedade construindo juntos o novo Plano Nacional de Educação".

Comissão de Educação e Cultura recebe o Ministro Juca Ferreira

 O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, confirmou presença na abertura dos trabalhos da Comissão de Educação e Cultura, nesta quarta-feira, dia 10 de março, às 10 horas, no plenário 10 do Anexo 2 da Câmara.

A vinda do Ministro na primeira reunião deliberativa sob a presidência do Deputado Angelo Vanhoni (PT/PR) é uma prova inequívoca da parceria entre o Poder Legislativo e o Executivo no sentido de discutir e votar as propostas de interesse comum entre os dois poderes e a sociedade civil brasileira.

Sem prejuízo da celeridade nas votação dos temas ligados à educação, o presidente Angelo Vanhoni já declarou que dará uma atenção especial e uma tramitação rápida aos temas ligados a Cultura.

A nova Lei Rouanet, já em tramitação, é um dos projetos prioritários da atual gestão.

João Tavares
Ass.Imp. CEC

Nova Lei de Financiamento à Cultura

Ministro Juca Ferreira apresentou o Projeto de Lei na Comissão de Educação e Cultura

 

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, apresentou na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei que visa substituir a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) por uma legislação mais abrangente e dinâmica: a nova lei de fomento e incentivo à cultura e à arte. A presidente da Comissão, Deputada Maria do Rosário (PT/RS), entusiasta da proposição, coodenou a concorrida reunião que contou com a presença de dezenas de parlamentares e artistas de vários setores e regiões do país.

Os objetivos gerais da nova Lei Rouanet são ampliar os recursos e fazer com que tenham melhor aplicação, financiando todas as dimensões da Cultura em todo o território nacional. A mudança se baseia em debates e estudos que o MinC vem promovendo desde 2003, e, particularmente, nos 45 dias de consulta pública e nos debates realizados em 19 capitais este ano para a reforma da lei.

“A diversidade cultural do Brasil precisa hoje de mais recursos, distribuídos em todas as áreas e segmentos, em todas as regiões onde se manifestam uma enorme riqueza de expressões e uma justa demanda de acesso à cultura”, diz um dos trechos do documento que apresenta os motivos e os objetivos do Projeto de Lei.

A lei renova o Fundo Nacional de Cultura (FNC), criando formas mais modernas de financiamento a projetos culturais e estabelecendo uma gestão feita em parceria com a sociedade e o setor cultural, garantindo que os recursos cheguem diretamente aos projetos, sem intermediários e sem burocracia desnecessária.

Fundo Nacional de Cultura

A nova lei apresenta um Fundo Nacional de Cultura (FNC) com recursos próprios, propicia uma avaliação objetiva dos projetos culturais e oferece mecanismos ágeis de apoio a eles. Esse será o principal mecanismo de financiamento à Cultura pelo motivo de ter um maior controle social e proporcionar um aporte direto, eliminando a etapa em que se busca o patrocinador.

Dentro do FNC serão criados sete fundos setoriais, que vão se somar ao já existente Fundo Setorial do Audiovisual, que será incorporado.

O Projeto de Lei cria um sistema público e transparente de critérios tanto para o acesso aos recursos do FNC quanto do incentivo fiscal. Estado e patrocinadores serão estimulados a aprimorar seus mecanismos de relação com os produtores e artistas com a divulgação de critérios claros para o uso do recurso público.

Os critérios são os seguintes:

Dimensão Simbólica

  • Inovação e experimentação estética
  • Circulação, distribuição e difusão dos bens culturais
  • Contribuição para a preservação, memória e tradição
  • Expressão da diversidade cultural brasileira
  • Contribuição à pesquisa e reflexão
  • Promoção da excelência e da qualidade

Dimensão Econômica

  • Geração e qualificação de emprego e renda
  • Desenvolvimento das cadeias produtivas culturais
  • Fortalecimento das empresas culturais brasileiras
  • Internacionalização, exportação e difusão da cultura brasileira
  • Fortalecimento do intercâmbio e da cooperação internacional com outros países
  • Profissionalização, formação e capacitação de agentes culturais públicos e privado
  • Sustentabilidade e continuidade dos projetos culturais

Dimensão Social

  • Ampliação do acesso da população aos bens, conteúdos e serviços culturais
  • Contribuição para a redução das desigualdades territoriais, regionais e locais
  • Impacto na educação e em processos de requalificação urbana, territorial e das relações sociais
  • Incentivo à formação e manutenção de redes, coletivos, companhias e grupos socioculturais
  • Redução das formas de discriminação e preconceito
  • Fortalecimento das iniciativas culturais das comunidades

Com base nas diretrizes anuais da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) - que tem a função de avaliar tecnicamente os pedidos de permissão de incentivo fiscal -, serão criadas comissões setoriais, com composição paritária, formadas por especialistas representantes dos diversos segmentos culturais e com ampla participação da sociedade civil, garantindo a preservação de um patrimônio recentemente conquistado pela sociedade brasileira: a liberdade de expressão. Essa segmentação também vai agilizar e aperfeiçoar a análise dos projetos.

Outras Novidades

O Ministério da Cultura inseriu no projeto formas de facilitar a vida do proponente e diminuir a burocracia. Além do convênio, serão concedidas bolsas e prêmios. A prestação de contas será bem mais simples, com foco nos resultados do projeto.

No projeto de lei, pessoas físicas e jurídicas, com ou sem fins lucrativos, passam a ter direito de apresentar projetos. A natureza cultural deve estar agora na iniciativa, não no proponente. Ficará estabelecido o prazo de 30 dias para que o Ministério da Cultura conclua a avaliação do projeto cultural. Além disso, ficará garantido o direito a recurso da primeira decisão, que será avaliado pela CNIC.

O Fundo de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) recebe um percentual maior de renúncia, que com o passar dos anos diminui. O Ficart, fundo privado por meio do qual os investidores se tornam sócios da renda de um projeto cultural, nunca atuou. Para os patrocinadores, foi mais vantajoso ter 100% do dinheiro renunciado no mecenato. O novo modelo visa estimular o empreendedorismo e diminuir a dependência da renúncia.

Fonte: Ass.Imp. Minc

Reuniões

17/03/2010
09:30h
Reunião Deliberativa Ordinária
Anexo II, Plenário 10
Encerrada
Detalhes Áudio Pauta Vídeo
10/03/2010
10h
Reunião Deliberativa Ordinária
Anexo II, Plenário 10
Encerrada (Final)
Detalhes Áudio Pauta Vídeo Resultado Ata
03/03/2010
11h
Reunião de Instalação e Eleição Ordinária
Anexo II, Plenário 10
Encerrada
Detalhes Áudio Pauta Vídeo
17/12/2009
09h
Audiência Pública Ordinária Conjunta das Comissões CEC e CLP
Anexo II, Plenário 11
Encerrada (Final)
Detalhes Áudio Pauta Vídeo Resultado Ata
16/12/2009
09:30h
Reunião Deliberativa Ordinária
Anexo II, Plenário 10
Encerrada (Final)
Detalhes Pauta Resultado Ata
 

Comissão de Educação e Cultura
Câmara dos Deputados, Anexo II, Pav. Superior, Ala C, Sala 170
CEP: 70.160-900 - Brasília-DF
(61) 3216-6628 / 6621 FAX: (61) 3216 6635
 E-mail: ceccd.decom@camara.gov.br
Secretária: Anamélia Ribeiro C. de Araújo

 

 

  

 
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