Exposição - 200 anos da chegada da Família Real
01/05/2008
EVENTOS
A exposição será aberta dia 1º de maio no Salão Negro do Congresso Nacional e rememora, com foco no poder legislativo, o bicentenário da chegada da Família Real e da Corte portuguesa ao Brasil
A exposição "As Origens do Estado Nacional - Das Cortes Gerais ao Parlamento Brasileiro" rememora, de 1º a 27 de maio, no Salão Negro do Congresso Nacional, o bicentenário da chegada da Família Real e da Corte portuguesa ao Brasil. Com foco no poder legislativo, o objetivo é transmitir ao público o valor histórico do Parlamento brasileiro, a essência da História do Brasil e o processo de construção do Estado Nacional. O Evento é uma realização do Centro de Documentação e Informação (Cedi), por meio da Coordenação de Preservação de Bens Culturais, representada pelo Museu da Câmara dos Deputados.
A exposição é dividida em três partes: primeiro, o visitante apreciará a simulação de um porto que representa a saída da Família Real de Portugal; logo oito navios com dezesseis velas retratarão alguns momentos de importância para o Brasil e Portugal por meio de imagens iconográficas e textos explicativos; e, por último, um grande painel de fundo reproduzirá a volta da Família Real a Portugal, as Cortes Constituintes de Lisboa e a Assembléia Constituinte do Brasil.
No início do século XIX, França e Inglaterra lutavam pela liderança do mundo. Para preservar a independência do reino português e a integridade de seu império colonial ante iminente invasão de Portugal pelos franceses, D. João ruma para o Brasil em novembro de 1807, chegando em 22 de janeiro a Salvador - de onde determinou a abertura dos portos - e, em 7 de março de 1808, ao Rio de Janeiro, instalando ali a Corte.
As raízes do Poder Legislativo remontam às Cortes Gerais de 1641, que conduziram ao trono o primeiro Bragança, D. João IV. São, também, lembradas a Independência, em 1822, a Assembléia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil, em 1823, e a abertura dos trabalhos da 1ª Legislatura, em 1826. A exposição encerra-se com a abdicação de D. Pedro I, em 1831, quando a autonomia política se completa.
História
Napoleão tinha como grande meta industrializar a economia francesa com um agressivo plano. Naquela época, a maior potência industrial era a Inglaterra. Bonaparte procurou retaliar o monopólio mercadológico britânico ainda que para isso ameaçasse a soberania dos demais povos da Europa.
Em 1806, o governo Napoleônico exigiu das nações européias o rompimento de relações comerciais com a Inglaterra, ampliando, dessa maneira, os mercados consumidores de produtos da França.
Portugal não acatou a ordem francesa. Ao longo do século XVIII, a economia portuguesa havia assinado uma série de tratados econômicos com a Inglaterra. Em resposta ao posicionamento do príncipe regente D. João, Napoleão ameaçou invadir o território português. Pressionado, Portugal aceitou ajuda da Inglaterra para contornar a situação.
Os ingleses ofereceram escolta para que a família real portuguesa se deslocasse até o Brasil e garantiram que utilizariam forças militares da Inglaterra para expulsar as tropas napoleônicas do solo português. Em troca desses favores, Dom João, com 41 anos, deveria transferir a capital de Portugal para o Rio de Janeiro e estabelecer um conjunto de tratados que abririam os portos brasileiros às nações do mundo, com taxas alfandegárias menores aos produtos ingleses.
Em novembro de 1807, cerca de 15 mil súditos da Coroa Portuguesa saíram de Lisboa rumo ao Brasil. Embarcaram a rainha D. Maria I, D. João, os filhos, D. Pedro e D. Miguel, a esposa, D. Carlota Joaquina, e filhas, entre outros nobres, em naus, brigues, fragatas, escunas, bergantins e corvetas. Além das embarcações a serviço da Corte, vieram mais quarenta alugadas por particulares e a esquadra de quatro navios ingleses que acompanhou a armada para dar apoio no caso de ataque em alto mar.
No dia 7 de março de 1808, os navios chegaram ao Rio de Janeiro. Algumas residências serviram de abrigo para a Corte: O convento das Carmelitas; a Casa do trem (atual Museu Histórico Nacional) e o prédio da Cadeia. D. João decretou que as melhores casas da cidade fossem cedidas aos nobres.
Entre os anos de 1808 e 1821, o Brasil se tornou o centro administrativo do governo português. Formou-se no Rio de Janeiro o Ministério, aboliu-se a proibição de indústrias, foram criados a fábrica de pólvora, o Jardim Botânico, a Academia de Belas Artes e o Banco do Brasil. Fundaram-se também escolas de ensino superior (Medicina) , a Imprensa Nacional, bibliotecas e a academia militar, entre outras medidas.
As medidas tomadas por D. João favoreceram a independência em 7 de setembro de 1822. Os gritos, às margens do Ipiranga, de Dom Pedro I, efetivaram liberdades anteriormente concedidas durante a passagem da família real portuguesa em terras brasileiras.
Em 1826, com a morte de D. João VI, Dom Pedro herdou o trono do pai. Entretanto, abdicou ao trono de Portugal em favor da filha Maria da Gloria, ainda criança, que se tornou a Rainha Maria II. Em 1831, abdicou ao trono do Brasil em favor do filho Dom Pedro II, menor de idade. A decisão, tomada, em parte, por divergências com o parlamento brasileiro, tinha também como objetivo destronar seu irmão, D. Miguel, que usurpara o trono da jovem Rainha Maria.
Curadores: José Theodoro Menck, Cláudia Nunes Guimarães e Casimiro Neto.
Realização: Câmara dos Deputados e Confederação Nacional do Comércio.
Cooperação: Unesco
Colaboração: Cedi (estagiária de jornalismo: Ariadne Gonçalves)
Imagens
As fotos desta matéria podem ser acessadas no seguinte endereço:
http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/default.asp?institucionais=sim







