Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

  • Fonte Menor
  • Fonte Normal
  • Fonte Maior
Você está aqui: Página Inicial » Biblioteca e Arquivo » Sedes

Biblioteca e Arquivo

Biblioteca Pedro Aleixo 

Sedes e Acervo

No prédio conhecido popularmente como "Cadeia Velha", local onde ficara aprisionado Tiradentes, foi construído um pavimento para a instalação da Biblioteca.  Permaneceu ali até o ano de 1889 com a proclamação da República.

Convocada a Constituinte Republicana, funcionou o Congresso no Cassino Fluminense, em novembro de 1890, durante as sessões preparatórias


3 De 10 de junho a 3 de novembro de 1891, passou para um recinto adaptado no antigo Paço da Quinta da Boa Vista, que serviu de sede do Congresso Constituinte da República.

Largo do Paço

 


A precariedade das instalações do antigo Palácio Imperial fizeram que a Câmara retornasse à Cadeia Velha em dezembro de 1891, permanecendo até 2 de setembro de 1914.

De 12 de setembro daquele ano a 17 de junho de 1922, funcionou no Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal.



Os preparativos para a Exposição Comemorativa da Independência do Brasil levaram-na a ocupar o Edifício da Biblioteca Nacional, de junho de 1922 a junho de 1926.

No interregno era erguido o Palácio da Câmara, depois conhecido como Palácio Tiradentes, exatamente no local da antiga "Cadeia Velha", prédio inaugurado no ensejo do Centenário da Câmara dos Deputados.


Com a mudança da Capital Federal para Brasília, em abril de 1960, a Câmara dos Deputados passou a ter como sede o Palácio do Congresso Nacional, situado na Praça dos Três Poderes.

Congresso  Nacional

 

A precariedade do acervo bibliográfico, assinalada por ocasião da criação do Órgão, foi sendo suprida gradativamente até que, conforme registra o livro do centenário da Câmara dos Deputados (1), editado em 1926, existiu 27.000 volumes onde se encontrava "farto subsídio para seus estudos tanto os Deputados, como  não, poucas pessoas estranhas à Camara, que a freqüentam".

No mesmo volume, na página 580, depara-se com o seguinte texto:

" O Salão de Leitura, tambem communicante com a loggia por cinco portas, é uma das mais ricas peças do Palácio, em estylo renascimento italiano, com os seus tectos de estuque, em bellos caixotões esculpturados e patinados a marfim velho, taes os da Sala dos Deputados e Bibliotheca, em que as paredes são revestidas até ao alto das bellas estantes de imbuya, entalhadas a capricho e guarnecidas com caixilhos de correr, em crystal biselado.

O mobiliario, tambem de imbuya esculpturada, compõe-se de uma mesa grande, ao centro, circumdada de confortaveis poltronas, iguaes as que guarnecem mais quatro duplas mesas menores. Os pisos de mosaico de madeira a tres côres, formando desenhos, consoante o estylo dessa dependencia.


Ao lado do Salão de Leitura, e com elle em communicação, fica a Bibliotheca, ambos os compartimentos com capacidade para 30.000 livros. Essa peça acha-se guarnecida de estantes continuas sobre as paredes e duas ordens de estantes duplas ao centro, tendo todos esses moveis caixilhos de correr, em crystal de duas grossuras. Junto á Bibliotheca situa-se o Gabinete do seu director, com revestimento de imbuya". 

Contava com catálogos pelo título das obras, pelo nome dos autores e topográfico, e pela classificação decimal, o que constituía, na  época, um avanço considerável.

É curioso assinalar o que constava na obra mencionada quanto a utilização desse catálogo:

"Os números classificadores formam-se, como ninguém ignora, dividindo o conjunto dos conhecimentos humanos em dez grandes grupos, a cada um dos quaes corresponde um algarismo — o primeiro do número classificador: cada grupo é subdividido em outros, mais especialisados, correspondendo a cada qual o segundo algarismo da classificação, e assim successivamente, até se chegar ao assumpto procurado, por maior que seja a sua peculiaridade.

Dess’arte, quem deseja conhecer os trabalhos sobre determinada matéria, não tem mais do que recorrer ao indice, onde vai encontrando os números que à mesma se referem.
Em o novo edifício, a installação da Bibliotheca mereceu especial carinho, e é fora de dúvida que esse serviço continuará a ser um dos melhores que a Câmara possue".(
2)

Ao ser transferida para nova Capital brasileira, o acervo bibliográfico havia duplicado, pois registrava cerca de 54.000 volumes, incluídos os periódicos. A princípio ficou situada em quatro andares do Anexo I, passando depois, em 1969 para o Anexo II.

Segundo depoimento do Professor Edson Nery da Fonseca, na oportunidade, o Deputado Padre Godinho  procedeu a bênção do local, pedindo a proteção divina para os servidores e usuários.
Em 1970 o acervo estimado era de 200.000 volumes.

Convém ressaltar que no Rio de Janeiro a Biblioteca era utilizada privativamente pelos Deputados permitindo-se, excepcionalmente, a pesquisa por estudiosos. Em Brasília, considerando a carência de acervos mais qualificados, passou a ser admitida a utilização pelos Membros do Poder Legislativo, pelos integrantes de outros poderes e, por último, por estudiosos, estudantes e interessados em geral.

Em 1984 o Deputado Rondon Pacheco ofereceu o Projeto de Resolução nº 221-A, que tinha por objetivo homenagear o insigne  parlamentar mineiro Pedro Aleixo, atribuindo à Biblioteca o seu nome. A iniciativa teve como relator o Deputado Paulino Cícero de Vasconcelos, Primeiro Vice-Presidente, vindo a converter-se na Resolução 104, do mesmo ano, que consagrou o título " Biblioteca Pedro Aleixo".

(1)(2) Livro do centenário da Câmara dos Deputados: 1826-1926. 2.ed. fac-similar. Brasília, Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2003.


 
Voltar à página principal
Voltar à página anterior
Topo da página
Imprimir esta página