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21/10/2010 16:29

Relator não acredita na votação da PEC 300 neste ano

Líder do governo, no entanto, garante que a proposta será votada após o segundo turno das eleições.

Arquivo - Edson Santos
Major Fábio: com tantos adiamentos é difícil fazer previsã

O relator da PEC 300/08, deputado Major Fábio (DEM-PB), não confia na votação do texto ainda neste ano. A proposta de emenda à Constituição que cria o piso nacional de policiais militares e civis e de bombeiros militares foi aprovada em primeiro turno em julho e, desde então, os profissionais aguardam votação em segundo turno para que o texto seja encaminhado ao Senado.

Descontentes com os adiamentos, os policiais chegaram a se confrontar com equipes de segurança da Câmara. Agora, apesar da garantia do líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG), de votar a PEC logo após as eleições, Major Fábio prefere não criar expectativas.

"Já fiz esse prognóstico não sei quantas vezes. Até o presidente prometeu não sei quantas vezes e não cumpriu. Então, agora, para dizer que vai votar é muito difícil. Quando se fala em pagar trabalhador, tem essas dificuldades. Se encontra logo uma brecha na Constituição para dizer que é inconstitucional", reclama.

Arquivo - Gilberto Nascimento
Gilmar Machado: acordo para votar depois das eleições

Acordo
A maior dificuldade para aprovação do texto era a demanda dos policiais pelo determinação de valores para opiso: de R$ 3,5 mil para praças e agentes e de R$ 7 mil para delegados e oficiais de polícia. Mas um acordo entre o governo e as lideranças da categoria permitiu a aprovação da PEC em primeiro turno sem os valores nominais. Dessa maneira a emenda à Constituição garantirá o piso, e, posteriormente, uma lei federal definirá os valores e criará um fundo para ajudar os estados a cumprir o novo piso.

Para Gilmar Machado, esse acordo foi suficiente para resolver as pendências em torno do texto. Segundo ele, os líderes devem entrar em acordo para colocar a PEC em votação logo após as eleições.

"Você não pode colocar valor na Constituição. Então, [o texto] do jeito que ficou resolve o problema e permite que tanto o novo governo quanto os governos dos estados negociem os valores para que a gente possa melhorar a remuneração e a valorização de todos os policiais neste País".

Outro texto relacionado à segurança pública que aguarda apreciação na Câmara é a PEC 308/04, que cria a polícia penitenciária. Mas essa votação, segundo Gilmar Machado, deve ficar para a próxima legislaturaEspaço de tempo durante o qual os legisladores exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de quatro anos. .

Íntegra da proposta:

Reportagem - Verônica Lima/Rádio Câmara
Edição - Natalia Doederlein

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Comentários

emerson | 29/10/2010 14:35
Nossos representantes têm que nos levar mais a sério, ñ só pensar em enteresses próprios, e pelo menos nos da uma satisfação e não ficar alongando, estendendo por mais tempo este martírio.
Cláudio Alexandre de Oliveira Moromizato | 28/10/2010 14:54
Mesmo sem a aprovação da PEC 300, os Estados do Paraná (R$ 5.000,00), Paraíba (R$ 3.000,00) e Sergipe (R$ 3.000,00) já estão melhorando os salários dos policiais. Sabemos que São Paulo, Minas, Rio e vários outros podem fazer o mesmo, só falta vontade política. A não votação da PEC 300 só demonstra o descaso dos nossos representantes para com a Segurança Pública, as Polícias e toda sociedada brasileira.
Rubens | 27/10/2010 10:11
Espero que o Governo que ganhar esta eleição seja qual for, não amarre essas duas pec's. Que o Brasil entenda que se essas pec's forem aprovadas teremos com certeza uma polícia melhor e mais preparada.